Antecipar riscos, otimizar recursos e transformar dados em informações capazes de apoiar decisões são desafios cada vez mais presentes na gestão de ativos do setor elétrico. É nesse cenário que o Cepel vem desenvolvendo iniciativas que combinam conhecimento técnico, metodologias, análise de dados e inteligência artificial para apoiar empresas em diferentes etapas do ciclo de vida de seus ativos.
Na última semana, parte desse conhecimento foi compartilhada durante o 13º EGAESE – Encontro de Gestão de Ativos para Empresas do Setor Elétrico, considerado um dos principais eventos da área no país e patrocinado pelo Cepel. A participação do Centro reuniu especialistas em diferentes momentos da programação e abriu espaço para discutir como tecnologia e conhecimento aplicado podem contribuir para os desafios atuais e futuros das empresas do setor.
“A gestão de ativos deixou de ser suporte operacional para se tornar decisão estratégica no setor elétrico. Nosso trabalho é integrar conhecimento técnico, dados e tecnologia para sustentar decisões que olham além da condição do ativo, mas também riscos, desempenho, custo e objetivo de negócio. É essa visão integrada que transforma informação dispersa em decisão consistente, do primeiro ao último dia de vida do ativo.” destaca Vilaça
Vilaça participou do debate “Executivos 2030 – decisões que moldam o futuro dos negócios”, que reuniu lideranças do setor para discutir as transformações que devem influenciar a gestão das empresas nos próximos anos.
O Cepel também esteve representado pelo gerente de Suporte a Clientes de Gestão de Ativos, Rafael Pelli, e pelo pesquisador Frederico Tassi, ampliando a participação do Centro nas discussões e na troca de experiências com empresas e especialistas do setor.
Inteligência artificial do diagnóstico à decisão
Outro destaque da participação do Cepel foi a Executive Masterclass “IA aplicada à Gestão de Ativos: do diagnóstico à decisão prescritiva”, conduzida pelo cientista de dados sênior Eric Aderne.
A discussão abordou como a inteligência artificial pode ampliar o aproveitamento dos dados disponíveis sobre os ativos. A proposta é avançar da identificação de condições e padrões para análises capazes de antecipar cenários, avaliar alternativas e gerar informações que auxiliem decisões técnicas e estratégicas.
“A inteligência artificial amplia nossa capacidade de extrair valor dos dados disponíveis sobre os ativos. O avanço está em ir além da identificação de padrões ou do diagnóstico, utilizando essas informações para antecipar cenários, avaliar alternativas e oferecer subsídios cada vez mais qualificados à tomada de decisão”, explica Eric.
Conhecimento aplicado aos desafios do setor
A atuação do Cepel em gestão de ativos integra diferentes competências desenvolvidas pelo Centro. Dados técnicos, histórico dos equipamentos, conhecimento especializado, metodologias e novas tecnologias podem ser combinados para oferecer uma visão mais completa sobre a condição, o desempenho e os riscos associados aos ativos.
Na prática, esse conhecimento pode apoiar diferentes etapas do ciclo de vida, desde o acompanhamento da condição dos equipamentos e a identificação de riscos até a priorização de intervenções, o planejamento da manutenção e a orientação de investimentos.
Essa abordagem ganha importância diante de um sistema elétrico em transformação, no qual as empresas precisam conciliar confiabilidade, eficiência, custos e desempenho, ao mesmo tempo em que incorporam novas tecnologias e lidam com um volume crescente de dados.
A participação no EGAESE também contribuiu para aproximar as iniciativas desenvolvidas pelo Cepel das necessidades das empresas e ampliar a troca de experiências com diferentes agentes do setor.