Entre o dinamismo regulatório e a revolução digital: como preparar sua empresa para o que vem por aí 

O setor elétrico brasileiro vive uma mudança de paradigma. Antes focado na expansão física, agora precisa coordenar redes de forma inteligente para garantir segurança sistêmica. As exigências regulatórias avançam rumo à descarbonização — com o novo marco do hidrogênio de baixa emissão e as resoluções da ANEEL sobre cibersegurança — enquanto a digitalização redefine a operação de subestações e redes inteligentes, ampliando os riscos cibernéticos e a demanda por gestão de dados mais sofisticada.

Nesse cenário, o desafio das empresas vai além do cumprimento de normas: é preciso garantir operações resilientes, antecipar mudanças e manter a competitividade diante de novas exigências técnicas. 

Cepel como parceiro estratégico

Com mais de cinco décadas de pesquisa e inovação no setor elétrico, o Cepel consolidou softwares proprietários, laboratórios únicos na América Latina e um corpo técnico formado majoritariamente por mestres e doutores. A área de Consultoria & Serviços transforma esse ativo em soluções aplicadas, desenhadas para gerar valor real às empresas — com profundidade técnica e visão integrada de energia, regulação, economia, ESG e variáveis socioambientais.

Soluções para os desafios do novo setor elétrico

Segurança cibernética e smart grids

A norma IEC 62443 é uma série internacional de padrões com foco na segurança cibernética de sistemas de automação e controle industrial (IACS). Desenvolvida pela Comissão Eletrotécnica Internacional (IEC), seu objetivo  é proteger infraestruturas críticas – como geração e distribuição de energia elétrica, transporte e indústrias de processo – contra ameaças que possam comprometer a integridade, a disponibilidade e a confidencialidade de sistemas essenciais.

Diante do avanço dessa norma e dos crescentes vetores de ataque em ambientes de integração TI/TO, o Laboratório de Smart Grids e Subestações Digitais permite simular cenários reais e validar requisitos de resiliência e cibersegurança, sem nenhum risco para a operação em campo.

Governança de ativos

A DianE, plataforma de diagnóstico avançado desenvolvida pelo Cepel, viabiliza monitoramento contínuo e preditivo de equipamentos críticos, como na parceria com o Grupo Equatorial, abrangendo sete distribuidoras do grupo.

A ferramenta representa um avanço inédito no cenário mundial por reunir, em uma única plataforma, a capacidade de avaliar uma ampla variedade de equipamentos elétricos – como transformadores, reatores, disjuntores, chaves seccionadoras, para-raios, buchas, comutadores, bancos de baterias e bancos de capacitores – eliminando a exigência de sistemas separados para cada tipo de equipamento.

Tecnologia exclusiva que ajuda empresas a reduzir tempo de treinamento e  consolidar dados históricos, entre outros benefícios.

Descarbonização e ESG

A plataforma METRIA, criada a partir de uma parceria entre CEPEL e AXIA, torna mais simples e acessível o processo de medição e compensação de emissões de gases de efeito estufa das empresas, propondo ações concretas de compensação, por meio da aquisição de certificados de energia renováveis (RECs) ou créditos de carbono. Com a ferramenta, é possível auxiliar as empresas da cadeia de valor (sejam clientes ou fornecedores) a reduzirem suas emissões, ampliando assim a descarbonização do setor produtivo. 

A METRIA foi pensada especialmente para pequenas e médias empresas, que ainda não elaboram seus Inventários de Emissões de Gases de Efeito Estufa de maneira estruturada, mas que querem dar passos concretos rumo à sustentabilidade e à redução de sua pegada de carbono.

Planejamento e operação

Com a crescente variabilidade hidrológica e a pressão sobre o PLD, os modelos GEVAZP e DESSEM oferecem suporte à tomada de decisão na operação e no despacho, com mais segurança para gestores de planejamento e traders de energia.

O GEVAZP tem objetivo de gerar uma árvore de cenários de afluências a ser considerada nos problemas de otimização estocástica resolvidos pelos modelos empregados no planejamento da operação de médio e curto prazo (NEWAVE, SUISHI e DECOMP), respeitando as características dos métodos de solução utilizados de cada modelo. 

Desenvolvido pelo Cepel, o DESSEM é um modelo de otimização cujo principal objetivo é determinar a programação diária da operação de sistemas hidrotérmicos, incluindo as fontes intermitentes, e para a formação do PLD horário.

Da pesquisa à aplicação

O portfólio cobre toda a cadeia de valor — com atuação que vai de projetos end-to-end a diagnósticos especializados e operação assistida. Na dimensão estratégica, inclui inteligência de mercado, assessoria em leilões, valuation, fusões e aquisições, e regulação. Na sustentabilidade, entrega metas Net Zero e estratégias ESG baseadas em frameworks como IFRS e CSRD.

Com atuação em sete países e parcerias com as principais instituições do setor, o Cepel está pronto para apoiar sua empresa nesse momento decisivo.


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