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Pesquisador do Cepel participa de seminário realizado pelo Ipea

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Pesquisador do Cepel participa de seminário realizado pelo Ipea

23-05-2017

 

 

 

O pesquisador Marcio Giannini, do Departamento de Otimização Energética e Meio Ambiente (DEA), representou o Cepel no seminário “Potencial Solar no Semiárido Brasileiro e seu Papel Frente à Mudança do Clima”. O evento, promovido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), reuniu, no dia 19 de abril, em Brasília (DF), pesquisadores, empresários e membros da sociedade civil para debater a viabilidade econômica do uso da energia solar no semiárido brasileiro e de que forma a tecnologia pode contribuir para o desenvolvimento da região. 

  

 

 
 
 
“O tema do seminário é muito atual, especialmente considerando os desafios da ciência frente a potenciais impactos da mudança do clima. Devemos reforçar o apoio à ciência no país, criando, assim, as condições necessárias para o desenvolvimento tecnológico e social”, afirma Giannini.
 
O pesquisador, que, no Cepel, participa da equipe dos projetos da carteira institucional AAEXP (Avaliação Ambiental Estratégica para o Planejamento da Expansão da Geração) e IGS (Indicadores Socioambientais para Gestão da Sustentabilidade Empresarial do Grupo Eletrobras), com foco na pesquisa sobre os impactos sociais e ambientais associados a empreendimentos de energia eólica, apresentou-se no terceiro painel do evento, “Potencial social: Políticas de fomento à geração descentralizada de energia elétrica como medida de redução da pobreza”.
 
 
Especificamente sobre o aproveitamento do potencial do semiárido brasileiro para geração de energia solar, ele ressalta que a elaboração de políticas públicas integrativas podem “empoderar” a população local, fomentando sua renda e a distribuição de riquezas. Para Giannini, embora ainda haja diversas barreiras regulatórias a serem superadas, a geração descentralizada pode ser um vetor de desenvolvimento econômico e social.
 
Planejamento participativo
 
Segundo o especialista, por meio de um planejamento integrativo, que incorpore a população local no debate e no processo de decisão, a energia solar pode alavancar o desenvolvimento da região. “Compreender as interações da energia e da comunidade local é fundamental para a realização do planejamento energético de curto e longo prazos. O não entendimento das demandas sociais e de seus respectivos impactos pode incorrer em interrupções na geração de energia elétrica, causando desdobramentos, como perdas técnicas e econômicas para os agentes”, assinala.
 
“Para um efetivo desenvolvimento da tecnologia – acrescenta -, a população deve se apropriar dos ganhos também, o que auxilia na redução das desigualdades”.
 
Durante sua apresentação, o pesquisador reforçou o conceito de pobreza multidimensional, que inclui não apenas a questão da insuficiência de renda, mas, também, a da carência energética, ou seja, o não acesso à energia elétrica de forma regular e segura.
 
Giannini também ressaltou a necessidade de se inserir a temática de gênero nos debates, considerando que a transformação social local deve contemplar a ampliação das oportunidades de gênero, tendo em vista que é imperativo analisar em profundidade as áreas onde as desigualdades se manifestam, saber como se estruturam, como operam, suas consequências e, a partir desta análise, propor ações para sua ruptura que incluam mecanismos baseados na igualdade de gênero e raça.
 
Para Giannini, a participação no evento foi muito elucidativa, possibilitando-lhe avaliar a temática sob  diversas óticas (financeira, regulatória, de mercado e de políticas públicas). Ele acredita que questões relacionadas à geração de energia elétrica, pobreza e mudanças climáticas tendem a ganhar cada vez mais peso nas discussões técnico-científicas, tornando-se, assim, um dos grandes desafios para as próximas décadas.