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Diretor do Cepel é eleito coordenador do Conselho Técnico do Cigré Internacional

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Diretor do Cepel é eleito coordenador do Conselho Técnico do Cigré Internacional

20-09-2017

 O diretor-geral do Cepel, Marcio Szechtman, foi eleito coordenador do Conselho Técnico do Cigré Internacional. O nome de Szechtman foi escolhido durante reunião do Conselho de Administração do Cigré, realizada nos dias 12 e 13 de setembro, em Auckland, na Nova Zelândia. Com a eleição, o diretor do Cepel passa a ser o primeiro representante de um país não europeu a ocupar a Coordenação do Conselho Técnico da entidade. Szechtman tomará posse em agosto de 2018, na Sessão Bienal do Cigré, em Paris. O mandato é de 4 anos prorrogáveis por mais 2. 

 

O processo de escolha do coordenador do Conselho Técnico, por eleição direta, foi inaugurado neste ano, fruto da revisão dos Estatutos do Cigré, recentemente revisados. Até então, o coordenador era indicado pelo Comitê Executivo do Cigré e referendado, no âmbito do Conselho de Administração, pelos presidentes dos cerca de 60 Comitês Nacionais do Cigré existentes em diferentes países. Na administração atual, iniciada em 2012 e conduzida pelo britânico Mark Waldron, não houve eleição. Já ocuparam o cargo representantes de sete países: Dinamarca, França, Inglaterra, Itália, Noruega, Suécia e Suíça. 

 

Além de Marcio Szechtman, disputaram a eleição os representantes Phil Southwell (Austrália) e Konstantin Staschus (Alemanha). A vitória de Marcio Szechtman foi anunciada pelo presidente do Cigré-Brasil, Josias Matos de Araujo. De acordo com o rito de escolha, os candidatos a coordenador não participam da reunião do Conselho de Administração.

 

Coordenador comanda comitês de estudo e eventos técnicos 

 

O cargo do Conselho Técnico é uma função de destaque na estrutura do Cigré Internacional. Ele comanda os 16 Comitês de Estudo do Cigré e é responsável por todos os eventos técnicos da instituição. Além do coordenador, integram o Conselho Técnico os coordenadores dos 16 Comitês de Estudo, dois representantes do Conselho de Administração e o secretário geral do Cigré. Os Comitês de Estudo são divididos em quatro grandes grupos e cobrem temas como equipamentos, subsistemas, sistemas e tecnologias de apoio.  “Gerenciar todos esses comitês em um ambiente de mudanças disruptivas do setor elétrico é, por si só, um grande desafio”, avalia Marcio Szechtman.  

 

Com grande experiência na área de pesquisa e desenvolvimento e atuação internacional, o futuro coordenador do Conselho Técnico do Cigré já traçou as primeiras diretrizes de sua administração . “Buscar uma integração maior dos setores de distribuição nas atividades do Cigré”, adianta Szechtman.

 

O diretor do Cepel fala sobre o que significa para o Brasil ter um pesquisador brasileiro na Coordenação do Conselho Técnico. “A importância é contribuir para a evolução tecnológica e acompanhar as transformações pelas quais passa o setor elétrico de todos os países. Uma maneira de estar em dia com as evoluções decorrentes das transformações no setor elétrico”, afirmou. 

 

Experiência internacional e mais de 44 anos atuando no setor elétrico

 

Diretor-geral do Cepel desde janeiro de 2017, Marcio Szechtman é graduado e mestre em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Deu início à sua carreira técnica no Cepel, em 1976, onde integrou, como pesquisador, a primeira formação do grupo de pesquisas em Corrente Contínua em Alta Tensão (CCAT). Exerceu o cargo de diretor dos Programas de P&D do Centro, de 1992 a 1996, quando deixou a instituição para atuar como consultor.

 

Atuando há mais de 44 anos no setor elétrico, Szechtman é membro do Comitê de Estudos CE B4 – Elos de Corrente Contínua e Eletrônica de Potência do Cigré Brasil. Foi coordenador do Comitê Internacional B4, entre 2002 e 2008. Com experiência no cenário internacional, já trabalhou para cerca de 15 países.  Realizou atividades nas áreas de planejamento e operação de sistemas, regulação elétrica, tarifas, planejamento ambiental e análises econômico–financeiras de projetos de transmissão de energia e interligações transnacionais.

 

Desde 2010, atuava como consultor técnico junto ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), nos projetos de transmissão associados aos empreendimentos hidroelétricos do Rio Madeira e de Belo Monte.

Recebeu a medalha Uno Lamm do IEEE/PES, em 2009, por suas contribuições à área de transmissão em corrente contínua. Em 2014, recebeu a medalha de ouro do Cigré por suas contribuições à Engenharia Elétrica.