• VOLTAR
  • IMPRIMIR
  • ENVIAR
  • A+ A-
Cepel apresenta boas práticas em seminário de meio ambiente e responsabilidade social

Notícias

Cepel apresenta boas práticas em seminário de meio ambiente e responsabilidade social

12-06-2018

As pesquisadoras Katia Cristina Garcia e Luciana Rocha Leal da Paz, do Departamento de Otimização Energética e Meio Ambiente, representaram o Cepel no VIII Seminário Brasileiro de Meio Ambiente e Responsabilidade Social do Setor Elétrico (VIII SMARS). Promovido pelo Cigré-Brasil, o evento foi realizado, em maio, na sede da Coelba, em Salvador, Bahia.

 

Bianual, o seminário trouxe discussões técnicas sobre os principais desafios para o planejamento, implantação e operação de empreendimentos do Setor Elétrico Brasileiro diante dos compromissos com a sustentabilidade e a responsabilidade social das empresas. Por meio de palestras e mesas-redondas, o evento ainda destacou as boas práticas das empresas do setor.

 

Além das atividades de pesquisa que realizam no Cepel, Katia e Luciana vêm participando ativamente das atividades do Comitê de Estudos C3 do Cigré-Brasil, e integram uma força-tarefa que discute a efetividade dos programas socioambientais do setor elétrico. Os resultados do trabalho desta força-tarefa foram apresentados durante o seminário, pela coordenadora do CE-C3 e ex-pesquisadora do Cepel Silvia Helena Pires, no painel técnico que discutiu a “Avaliação da Efetividade das Medidas de Controle Socioambiental para Empreendimentos do Setor Elétrico”.

 

Boas práticas


As pesquisadoras também apresentaram dois trabalhos durante o seminário.


Katia, que desde 2014 coordena o Comitê de Sustentabilidade do Cepel, falou sobre a experiência do Cepel na Gestão de Resíduos, seguindo os princípios da economia circular. “De acordo com estes princípios não se deve pensar em sistemas de produção lineares, mas, sim, em sistemas cíclicos, reciclagem contínua de resíduos considerando eficiência energética, e os preceitos de sustentabilidade e responsabilidade social.”


A pesquisadora abordou especificamente o Projeto EcoCepel, implementado há oito anos no Centro, e sua mais recente campanha de revitalização: Recrie - Responsabilidade Ecológica Criativa. De acordo com Katia, o projeto vem avançando no tema ‘gestão de resíduos’, ampliando a coleta e a destinação dos resíduos - não apenas os da empresa, mas também daqueles provenientes das residências dos colaboradores.


“A campanha Recrie teve como objetivo estimular a conscientização dos colaboradores sobre as diversas maneiras possíveis de consumir de forma sustentável, reduzindo os resíduos que agridem o meio ambiente, além de informar e disseminar conhecimentos quanto à destinação correta dos resíduos e os princípios da economia circular”, assinala Katia, acrescentando que os resultados foram muito bons. “Com a campanha, houve um aumento no percentual de resíduos destinados à reciclagem e uma redução na destinação para aterro, o que é bastante positivo do ponto de vista da sustentabilidade”, complementa.


Como forma de consolidar este trabalho e disseminar ainda mais a conscientização, Katia explica que todo conhecimento e experiência acumulados na campanha Recrie serão divulgados em uma cartilha, com previsão de lançamento para junho deste ano, na III Semana do Meio Ambiente do Cepel (III SMAC).


Empresas Eletrobras e povos indígenas


Já a pesquisadora Luciana Rocha Leal da Paz apresentou exemplos de boas práticas de programas indígenas implantados pelas empresas Eletrobras. Como explica Luciana, os exemplos foram levantados em discussões realizadas pela Comissão de Comunidades Indígenas (CCI), na qual ela representa o Cepel.


A pesquisadora aponta que a CCI foi criada, em 2012, no âmbito do Comitê de Meio Ambiente das Empresas Eletrobras (SCMA), com o objetivo de acolher pleitos dos grupos de trabalho do Comitê relacionados à questão indígena. Ela assinala que a CCI conta com a participação de representantes das empresas Eletrobras que possuem interface com a questão indígena.


O primeiro caso apresentado por Luciana diz respeito à experiência da Eletronorte com o programa Waimiri Atroari. O programa foi criado para mitigar os impactos socioambientais decorrentes da implantação da Usina Hidrelética de Balbina, no rio Uatumã, estado do Amazonas, como compensação pela inundação de 30 mil hectares de território de uso tradicional dos índios Waimiri.


“Ao longo dos anos, a gestão e a condução do Programa Waimiri Atroari constituíram-se em um exemplo positivo de relacionamento responsável entre empresa e comunidade indígena, produzindo, no ambiente setorial, nacional e internacional, um vínculo imediato e uma competência diferenciada no tratamento das questões indígenas. A interação permanente entre os que fazem o programa e os indígenas tem sido a principal razão do sucesso dos objetivos planejados”, destaca Luciana.


Outro caso relatado foi o de Furnas, pioneira na obtenção da autorização do Congresso Nacional para a construção da UHE Serra da Mesa, que interferiu em parte da Terra Indígena Avá-Canoeiro.


“A implantação das ações de mitigação e compensação dos impactos se dá por meio de convênios ajustados com a Funai, e os recursos dos royalties vêm sendo depositados desde o início da operação da usina em conta específica da Funai em favor da comunidade indígena”, complementa a pesquisadora.


O artigo apresentado por Luciana também menciona as ações de Itaipu junto às comunidades indígenas Ava Guarani da região da Bacia do Paraná 3, e os projetos de responsabilidade social da Eletrobras (holding) junto às comunidades Kayapó do médio Xingu, sul do Pará.