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Sistema de gestão da sustentabilidade empresarial desenvolvido pelo Cepel passa a contar com dimensão ambiental

Detalhes: Notícias

Sistema de gestão da sustentabilidade empresarial desenvolvido pelo Cepel passa a contar com dimensão ambiental

11-05-2020

Uma ferramenta estratégica para a gestão de indicadores de sustentabilidade, o Sistema IGS 2.0 acaba de ganhar uma nova versão, passando a incorporar também a dimensão ambiental, que completa 10 anos de existência em 2020. Para apresentar aos usuários a integração do IGS Ambiental ao IGS 2.0, o Cepel realizou, nos dias 27 e 28 de abril, treinamento via WebEx, contando com a participação de cerca de 20 representantes das áreas de Meio Ambiente e Infraestrutura de todas as empresas Eletrobras. Com esta integração, o IGS 2.0 passa a ser uma ampla plataforma de coleta e análise de dados pertinentes à sustentabilidade empresarial, auxiliando, mais do que nunca, no acompanhamento de metas e na tomada de decisão por parte das empresas.

 

O Sistema IGS 2.0 é implementado no âmbito do Projeto IGS, que integra a Carteira de Projetos Institucionais de P&D+I das empresas Eletrobras com o Cepel. A iniciativa desenvolve, desde 2007, metodologias e produtos que permitem estabelecer um conjunto de indicadores capazes de auxiliar no monitoramento e melhoria contínua do processo de gestão de sustentabilidade das atividades de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. A coordenadora do Grupo de Trabalho de Indicadores Ambientais do Comitê de Meio Ambiente das Empresas Eletrobras (GT7/SCMA), Daniella Feteira Soares, comenta a respeito da relevância do sistema e da dimensão ambiental.


“Dentre as ações que as empresas Eletrobras vêm desenvolvendo e implementando no sentido de aprimorar a gestão e os processos relacionados à sustentabilidade empresarial, destacamos o desenvolvimento e a melhoria contínua dos sistemas de coleta de dados das empresas via Sistema de Indicadores de Gestão da Sustentabilidade Empresarial — Sistema IGS. O módulo ambiental foi implantado em 2006, contribuindo para a gestão ambiental de nossas operações. Desde 2010, o IGS Ambiental passou a ser o sistema oficial para coletar os dados que nos permitem também atender com maior acuracidade às demandas setoriais, como o Relatório Aneel, e de mercado, como o Relatório Anual elaborado com base nas diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI) e diversos questionários como o DJSI e o ISE-B3”.


Daniella também destaca os benefícios da incorporação da dimensão ambiental à atual versão do IGS 2.0: “Agora em 2020, a “Dimensão Ambiental” do Sistema IGS foi atualizada e incorporada ao Sistema IGS 2.0. Com a coordenação da área de Meio Ambiente da holding e acompanhamento do Comitê de Meio Ambiente das Empresas Eletrobras e de seus grupos de trabalho, o Cepel desenvolveu uma nova interface, que permite às empresas um acesso mais moderno e ágil, o que contribuirá para melhorar a gestão socioambiental e a eficiência no conhecimento e no controle dos impactos socioambientais das operações corporativas, em consonância com os princípios das políticas Ambiental e de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras”.


Sob a coordenação da pesquisadora do Cepel Katia Cristina Garcia, gerente do projeto IGS, participaram do desenvolvimento da nova interface do sistema os pesquisadores do Centro André Emanuel Quadros, Luciana Rocha Leal da Paz, Denise Ferreira de Matos e Alexandre Mollica Medeiros, bem como os contratados Fábio Lares, Flávia Lares e Juliano Lucas Souza de Abreu e o profissional de nível médio Valdir C. Ramos.


Funcionalidades ainda melhores


Katia Garcia assinala que, assim como os outros produtos já desenvolvidos no âmbito do Projeto IGS (Sistema IGS Ambiental e Sistema IGS Relat), o IGS 2.0 coleta dados via internet e relaciona as informações armazenadas, produzindo sumarizações e relatórios, permitindo a realização de diversos tipos de análises, tanto para atividades operacionais, quanto gerenciais das empresas.


“O Sistema IGS 2.0 é totalmente customizável, possuindo maior flexibilidade no armazenamento de dados, na periodicidade de coleta de variáveis e indicadores, nos processos de homologação, e nos tipos de variáveis a serem cadastradas no sistema (quantitativas e qualitativas)”, ressalta Katia.


Além disso, segundo a pesquisadora, a confiabilidade das informações disponibilizadas é assegurada por uma cadeia de homologação, que facilita a identificação de sua origem e a tomada de ações corretivas, se necessário, permitindo a asseguração dos dados. Como o sistema é todo criptografado, a segurança da informação também é garantida.


O pesquisador André Quadros destaca que, com a integração das variáveis ambientais com variáveis das outras dimensões da sustentabilidade empresarial em um banco de dados único, torna-se possível relativizar os dados de meio ambiente com informações de outras dimensões, como financeira e recursos humanos, por exemplo, permitindo a criação e o monitoramento de uma gama muito maior de indicadores através do cruzamento de informações de várias áreas das empresas. “O sistema IGS 2.0 tornou-se um repositório unificado dos dados históricos de gestão das empresas, permitindo que sejam aplicadas técnicas e ferramentas de análise e prospecção de dados, como "BI" e algoritmos de ‘Machine Learning’, na direção de consolidar-se como uma ferramenta integrada de apoio à tomada de decisão."


Fábio Lares acrescenta que "o sistema IGS 2.0 trouxe muitos benefícios para as empresas Eletrobras, possibilitando-lhes gerenciar os dados com mais eficácia e eficiência, melhorar o controle de responsabilidades de preenchimento nas áreas envolvidas, agilizar o processo de preenchimento com um ambiente dedicado ao usuário, fornecendo uma visão mais ampla do desempenho da sustentabilidade empresarial além de uma confiabilidade maior nas informações."

 

Nesta nova versão, também foram disponibilizadas novas funções para a “Dimensão de Desempenho Empresarial” do IGS 2.0, em funcionamento desde outubro de 2019, a qual inclui os indicadores do Plano Diretor de Negócios e Gestão (PDNG) – Agenda 2030 (metas relacionadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável- ODS, da ONU), CMDE (Contrato de Metas e Desempenho Empresarial) e RVA (Remuneração Variável Anual) – em uma atuação conjunta da Diretoria de Gestão e Sustentabilidade (DS) e da presidência da Eletrobras.


Evolução


"Depois de 13 anos de projeto, é importante que o Sistema IGS continue sempre evoluindo para viabilizar a incorporação dos desenvolvimentos metodológicos. Assim, poderemos em breve, por exemplo, incorporar ao Sistema a metodologia de análise de dados históricos, desenvolvida a partir de uma combinação de métodos de pesquisa operacional. Esta metodologia também permitirá a definição de metas de melhoria para as variáveis monitoradas, auxiliando as áreas estratégicas da Eletrobras e os processos de tomada de decisão”, ressalta a pesquisadora Luciana Rocha Leal da Paz.

 

Dentre os próximos passos do projeto IGS, está previsto também o uso de dados do sistema IGS combinados com os de base do sistema SIMAPRO, adquirido pelo Cepel e que tem como objetivo apoiar a realização de estudos de Avaliação de Ciclo de Vida (ACV), como, por exemplo, estudos de pegada hídrica e pegada de carbono. A pesquisadora Denise Ferreira de Matos explica que o SIMAPRO conta com bancos de dados nacionais e internacionais, de processos relacionados a milhares de produtos e serviços, de forma a compor os inventários de dados necessários para avaliação. São informações secundárias que complementam dados primários, como é o caso dos oriundos do IGS.


“O uso combinado destas informações facilita o levantamento de inventário de dados completos, algo muito importante, porém muito custoso, em termos de tempo e recursos necessários”. Ela complementa: “Os bancos de dados secundários são indispensáveis para tornar a tarefa exequível, sobretudo para atividades desenvolvidas por empresas da magnitude das do Grupo Eletrobras. Já os dados específicos da operação das empresas, disponíveis a partir do Sistema IGS, tornam a avaliação um retrato melhor dos impactos ambientais potenciais das atividades das organizações ao longo do seu ciclo de vida”.


Ponto de vista do usuário


Marisa Bender, da Divisão de Gestão Ambiental da CGT Eletrosul, foi uma das participantes do treinamento de abril. Ela explica que a empresa utiliza o IGS desde 2012 em seu atual formato e que, na última revisão, optaram por uma estrutura descentralizada para garantir a rastreabilidade dos dados inseridos no sistema. Assim, cada subestação e cada usina correspondem a uma unidade no IGS. Hoje, a CGT Eletrosul conta com 79 unidades cadastradas no IGS Ambiental, 74 usuários distintos e uma quantidade aproximada de 5622 dados/ano.


“Na CGT Eletrosul geramos relatórios de monitoramento ambiental a cada trimestre para acompanhar o desempenho dos indicadores ambientais, avaliar a cobertura e a consistência dos dados inseridos no sistema. Ao final do ano, elaboramos o Inventário Ambiental da Empresa e Diagnósticos de Desempenho por Regional, todas estas ações de gestão têm como referência os resultados cadastrados pelas áreas no IGS”, explica Marisa, acrescentando que contar com uma ferramenta para auxiliar no processo de gestão é fundamental. “Somente conhecendo e quantificando os insumos e os subprodutos de nossos processos (geração e transmissão de energia), é possível estabelecer estratégias, planos e metas e contribuir para que a empresa seja mais eficiente no conhecimento e no controle dos impactos das suas operações, otimizando o uso de recursos (consumo de energia, água e combustíveis) e reduzindo a geração de efluentes, emissões e resíduos”.


Marisa aponta como benefícios da incorporação da dimensão ambiental no sistema a utilização da ferramenta para a melhoria contínua da gestão ambiental dando ciência dos resultados para auxiliar as áreas da empresa no gerenciamento dos insumos e subprodutos gerados durante o processo. Outra vantagem, segundo ela, é o acompanhamento da evolução dos indicadores/variáveis para proposição e discussão de planos de ação com as áreas, visando contribuir para a melhoria do desempenho ambiental e o atingimento das metas.


Avaliação e novas turmas


Dos respondentes ao questionário de satisfação disponibilizado após o curso, a maioria (80%) considerou sua coordenação, logística e atendimento excelentes, bem como os recursos e materiais didáticos utilizados (60%) e o tempo destinado aos tópicos do conteúdo programático (60%). A atuação dos instrutores e seu conhecimento técnico também foram avaliados como excelentes por 80% dos que responderam ao questionário, e 90% deles julgaram que o treinamento estava plenamente coerente com a ementa apresentada.
A procura pelo treinamento no IGS 2,0 tem sido muito grande. Sendo assim, haverá duas novas edições do curso em maio. Uma, de hoje (11) a 12. E outra, dias 25 e 26/05. Uma terceira turma ocorrerá em junho, nos dias 08 e 09. Estão atuando como instrutores do curso, em forma de revezamento, de acordo com cada turma, Katia Cristina Garcia, Luciana Rocha Leal da Paz, Denise Ferreira de Matos, Alexandre Mollica, Flávia Lares, Fábio Lares e Juliano Abreu.