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Programa computacional ANAFIN ganha cada vez mais visibilidade

Detalhe: Notícias

Programa computacional ANAFIN ganha cada vez mais visibilidade

22-04-2019

Nos dias 08 e 09 de abril, o Cepel realizou mais uma edição do treinamento no programa computacional ANAFIN, voltado à análise da viabilidade econômico-financeira de empreendimentos de geração e transmissão de energia elétrica. Muito utilizado pelas empresas Eletrobras, o ANAFIN considera todos os aspectos comerciais e tributários do ambiente regulatório vigente no Brasil, podendo proporcionar aos tomadores de decisão informações estatísticas sobre a viabilidade do projeto.

 


Para analisar a viabilidade dos empreendimentos, são levadas em conta suas características técnicas, econômicas, financeiras e comerciais, tais como a potência instalada, a estratégia de contratação no ambiente regulado e/ou no ambiente livre, o cronograma de investimentos, a estrutura de capital pretendida para o financiamento do projeto, entre outras. Tendo por base estas informações, o ANAFIN monta o fluxo de caixa do projeto e determina seus indicadores de viabilidade econômica, utilizando o método do fluxo de caixa descontado.

 


Expansão das Análises de Risco

 


Para esta edição do treinamento, foi utilizada a versão 5.2 do programa, que traz melhorias no módulo de análise de risco de empreendimentos de geração e transmissão. Até a versão anterior, as análises de risco estavam limitadas aos riscos associados à aleatoriedade da geração do empreendimento conjugada às flutuações do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD). Na nova versão, também é permitido que as análises de risco sejam feitas com relação às flutuações da taxa de câmbio, da taxa de juros do financiamento e das despesas com operação e manutenção do projeto.

 


“Por exemplo, flutuações da taxa de câmbio podem produzir um grande impacto na rentabilidade de projetos financiados em moeda estrangeira", destacam os pesquisadores do Departamento de Otimização Energética e Meio Ambiente Fabio Batista, Alexia Rodrigues e Diego Maia, integrantes da equipe de desenvolvimento do ANAFIN e instrutores do curso. Eles acrescentam que, em versões futuras, o conjunto de variáveis consideradas no módulo de análise de risco do ANAFIN poderá ser estendido.

 


Como já ocorria na versão anterior do programa, é possível, na versão 5.2, considerar o risco associado às flutuações do preço da energia no mercado de curto prazo para empreendimentos solares e eólicos. Esta funcionalidade representa um grande ganho para o tomador de decisão, à medida que as fontes solar e eólica, por sua intermitência, não são despacháveis, e as regras estabelecidas nos contratos de compra e venda de energia no ambiente regulado atribuem, cada vez mais, ao gerador o risco de exposições financeiras no mercado de curto prazo.

 


Novas possibilidades

 


Esta edição do treinamento no ANAFIN contou com 30 participantes. Os instrutores ressaltam a participação inédita da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e da Eletronuclear. “A presença da Eletronuclear nos deu a oportunidade de lhes apresentar uma ferramenta que poderá ser útil na análise da viabilidade de futuros empreendimentos desenvolvidos pela empresa”, assinalam.

 


A participante Karla Kwiatkowski Lepetitgaland, do Departamento de Desenvolvimento de Novos Empreendimentos da Eletronuclear, comenta que ouviu falar pela primeira vez do ANAFIN, na Eletrobras, em um grupo de trabalho em que representa a Eletronuclear, e cujo objetivo é estudar a implementação de um projeto de geração solar compartilhado entre as empresas do Sistema localizadas no Rio de Janeiro, o Programa Conta Zero.

 


“O ANAFIN foi usado para simulações prospectivas, e à medida que o estudo avançar, acredito que terá um papel fundamental nas decisões sobre a viabilidade econômica do Programa. Essa foi a razão pela qual me inscrevi no curso. Mas, no decorrer do treinamento, observei muitas possibilidades de aplicação do software, principalmente na área nuclear”, ressalta. “A questão da integração com os softwares utilizados no planejamento energético e com as regras de comercialização de energia elétrica do Brasil é o ponto forte do ANAFIN, e a que mais me impressionou, pois, além dos parâmetros financeiros de um empreendimento de geração de energia elétrica, ainda é possível avaliar diferentes cenários e modelos de negócio. Espero, em breve, ver um caso de geração nuclear usando o ANAFIN”, conclui.

 


Para Caio Monteiro Leocádio, analista de Pesquisa Energética da Superintendência de Planejamento da Geração da EPE, a abordagem do curso foi bastante objetiva e dinâmica. Ele acrescenta que o ANAFIN tem uma interface bastante amigável para o usuário e dispõe de saídas em formato de planilhas e gráficos que facilitam as análises financeiras e de risco associados aos projetos de geração.
“Destaca-se que, devido à possibilidade de se incorporarem diferentes cenários probabilísticos de preços de energia, geração, dentre outros parâmetros, a ferramenta pode ser útil para a realização de sensibilidades e estudos econômicos e financeiros pelas áreas de projetos de geração e planejamento da geração e transmissão da EPE”, assinala Caio.

 


“O ANAFIN é bastante intuitivo, contribuindo para o enriquecimento das análises de riscos solicitadas em relação a alguns projetos da empresa”, complementa Patricia M. Castro Matsumura, membro do Departamento de Gestão de Riscos Corporativos da Eletrobras, e que também participou do curso.

 


A próxima edição do treinamento no ANAFIN acontecerá nos dias 04 e 05 de novembro. Mais informações: eventos@cepel.br