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Pesquisador do Cepel participa de elaboração de brochura técnica do Cigré Internacional sobre campos elétricos e magnéticos

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Pesquisador do Cepel participa de elaboração de brochura técnica do Cigré Internacional sobre campos elétricos e magnéticos

25-05-2020

O pesquisador do Cepel Luís Adriano Cabral Domingues participou da elaboração da Brochura Técnica TB “Responsible Management of Electric and Magnetic Fields (EMF)”, produzida pelo Grupo de Trabalho WG C3 19 do Cigré Internacional, sob coordenação de James Hart. Finalizado este mês, após mais de dois anos de trabalho, o documento é bastante abrangente e trata de temas em que o Cepel tem vasta experiência.


“A brochura aborda desde a física básica dos campos elétricos e magnéticos, passando pelo desenvolvimento das pesquisas de saúde associadas a esses campos, normas e guias com limites para exposição humana, métodos para verificação do atendimento aos limites, e técnicas de blindagem e redução dos campos. Em resumo, trata do cálculo, medição, adequação e mitigação de campos elétricos e magnéticos, áreas em que os desenvolvimentos do Cepel nos últimos 15, 20 anos estão na linha de frente da técnica internacional”, explica Cabral.


De acordo com o pesquisador, há décadas, o Cepel trabalha ativamente nas questões de modelagem e medição de campos elétricos e magnéticos, apoiando tecnicamente importantes iniciativas nacionais e internacionais. Desde 2004, por exemplo, o Centro representa o Brasil no Conselho Consultivo do Projeto EMF (Electromagnetic Fields), estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na década anterior. “O Cepel teve papel ativo na definição de prioridades do projeto, na proposta de revisão da Norma ICNIRP [International Comission for Non-Ionizing Radiation Protection] e na discussão de aspectos da exposição ocupacional que afetam diretamente os trabalhos de manutenção em linha viva, utilizados em todo o nosso sistema”, ressalta Cabral, que, desde 2010 está à frente do trabalho do Cepel no Conselho Consultivo do Projeto EMF.


Na esfera nacional, dentre outras iniciativas, o Centro participou das atividades do GT instituído pelo Ministério de Minas e Energia (MME) no início dos anos 2000, para estudar os possíveis efeitos nocivos causados por campos elétricos e magnéticos no âmbito do setor elétrico brasileiro. “O Centro atuou ativamente nesse GT, organizando os seminários, participando de todas as audiências públicas e coordenando a redação do texto do Projeto de Lei que originou a Lei 11.934/2009, que regula o assunto no Brasil até hoje”, assinala Cabral.


O Centro também já realizou diversos desenvolvimentos no âmbito do GT Campos Eletromagnéticos, coordenado pela Eletrobras. “Destaca-se o mapeamento inédito de campos em situações ocupacionais, de manutenção em linha viva, com o objetivo de prover segurança técnica e jurídica às empresas. Destaca-se, também, o desenvolvimento de um protótipo de blindagem, simples e portátil, já testado em laboratório, que permite realizar atividades em situações desfavoráveis de campo elevado”, comenta o pesquisador.


Pesquisas de saúde – um aspecto importante da brochura


Cabral explica que uma das principais decisões do Projeto EMF-OMS no sentido de ordenar o debate infindável entre pesquisadores de diversas entidades, e seus estudos com resultados contraditórios, foi a elaboração de um conjunto de fundamentos técnicos para que uma pesquisa possa ser considerada na formulação dos critérios de proteção da saúde humana, ou seja, o estabelecimento de níveis máximos de campos elétricos e magnéticos seguros para os indivíduos. Com isso, segundo Cabral, chegou-se a um consenso técnico que embasa as principais normas internacionais e a legislação e regulamentação brasileiras.


“No Brasil não há muitas pesquisas em curso na área de saúde, somente algumas epidemiológicas de âmbito local, e a atuação do Cepel nesta área se concentra no acompanhamento das pesquisas em desenvolvimento no mundo, de modo a antecipar possíveis recomendações que afetem nossas empresas. A brochura agora finalizada está totalmente em linha com a visão da OMS, apontando as pesquisas reconhecidas e as normas internacionais validadas pela organização”, conclui.