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Furnas adotará a plataforma web de monitoramento de ativos SOMA, do Cepel, em suas unidades geradoras

Detalhes: Notícias

Furnas adotará a plataforma web de monitoramento de ativos SOMA, do Cepel, em suas unidades geradoras

16-09-2020

Mais uma importante empresa do sistema elétrico brasileiro, Furnas Centrais Elétricas, resolveu implantar o sistema de monitoramento de ativos SOMA, desenvolvido pelo Cepel, em seu parque gerador. A Associada Fundadora do Centro possui 21 usinas hidrelétricas, duas termelétricas e um complexo eólico, e todas as suas unidades geradoras poderão utilizar a plataforma web para maximizar o tempo e a qualidade de operação, bem como a vida útil dos seus equipamentos. O projeto de implantação do sistema no parque gerador de Furnas terá início na UHE Simplício, localizada em Além Paraíba (MG).


Em agosto, o pesquisador do Cepel Hélio Amorim realizou visita técnica à UHE Simplício para levantar os dados necessários para a implantação do SOMA. “A escolha desta usina como pioneira é muito estratégica. Trata-se da UHE mais próxima do Rio de Janeiro, facilitando, portanto, o deslocamento e a logística para as viagens, comuns nesta fase do projeto. Além disso, a UHE Simplício possui infraestrutura bem adequada para que, se tudo correr bem, ainda em 2020 tenhamos o SOMA e o IMA-DP, sistema de monitoramento de descargas parciais desenvolvido pelo Centro, instalados e rodando em suas três unidades geradoras, sendo úteis já no próximo período úmido do ano, que vai de novembro a março”, afirma Hélio, agradecendo aos profissionais de Furnas Denis Samia, Ricardo Manhães, Rodrigo Pinto, Gilson Ribeiro e Anderson Ventura, que participaram desta etapa do projeto.


Amplamente empregado em diversas usinas do Brasil, como a UHE Itaipu Binacional, o SOMA aplica tecnologias da Indústria 4.0, como Inteligência Artificial, Internet das Coisas e Digital Twins, para traduzir dados de monitoramento em informações úteis para tomada de decisão por parte dos gestores de manutenção. O sistema é capaz de monitorar diversas grandezas. As principais são as mecânicas, elétricas, térmicas e de processo. As três primeiras estão relacionadas com os mais críticos modos de falhas dos equipamentos elétricos e, quando correlacionadas com as grandezas de processo, formam um conjunto de informações fundamentais para o diagnóstico eficaz do conjunto turbina-gerador.


Hélio comenta que o custo-benefício do SOMA vai além do fato de a solução requerer um investimento menor do que outras do gênero disponíveis no mercado. “Os benefícios indiretos também devem ser levados em consideração, tais como: acesso imediato a novas versões do sistema e a treinamento especializado promovido pelo Cepel, comissionamento do sistema e consultoria. E, principalmente, transferência de conhecimento entre as empresas, o que cria uma sinergia entre as equipes, valorizando a engenharia nacional, à medida que todo o desenvolvimento da solução tecnológica foi realizado no Brasil”.


A próxima fase de implantação de SOMA na UHE Simplício está prevista para outubro.


Instalações e aplicações do SOMA


Atualmente, o SOMA também realiza o monitoramento online de descargas parciais, por meio da integração com o sistema IMA-DP, nas UHE de Samuel (Eletronorte) e Balbina (Amazonas GT) e monitora vibrações e temperaturas na UHE de Funil (Furnas). Além disso, faz o prognóstico de vida de turbinas e caldeiras do Complexo Termelétrico de Jorge Lacerda (Engie Brasil).

 

Uma plataforma versátil, com arquitetura flexível, o SOMA não se limita à gestão de ativos de geração, sendo capaz de monitorar qualquer equipamento, como estais de torres de transmissão de alta tensão e banco de dados de motores.