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Equipes do Cepel apresentam protótipos dos projetos no encerramento da I Olimpíada de Inovação da Eletrobras

Detalhes: Notícias

Equipes do Cepel apresentam protótipos dos projetos no encerramento da I Olimpíada de Inovação da Eletrobras

21-12-2020

Foi realizado, no último dia 16, o evento de apresentação dos protótipos dos quatro projetos selecionados na I Olimpíada de Inovação da Eletrobras. O Cepel participou da iniciativa, cujo objetivo foi estimular o intraempreendedorismo e a inovação aberta, com dois projetos: Sistema de Business Analytics para apoio à gestão e à tomada de decisão, liderado pelo pesquisador André Emanoel Rabello Quadros, e Metodologia de Aceleração e Monetização de Produtos Tecnológicos Desenvolvidos dentro das Empresas Eletrobras, liderado pelo pesquisador Elber Vidigal Bendinelli.


Sob mentoria da aceleradora de startups Grow +, durante seis semanas as equipes envolvidas passaram por uma intensa jornada de aprendizado e superação de desafios para construção dos protótipos. Agora, entram em uma fase decisiva em busca de apoio e recursos para implementação de seus projetos inovadores.


O diretor de P&D+I do Cepel, Maurício Barreto Lisboa, parabenizou todos os participantes da Olimpíada e afirmou estar muito orgulhoso das equipes do Cepel. O diretor considera os dois projetos muito promissores. “Ambos os projetos estão plenamente alinhados com as necessidades de qualquer instituição moderna e também estão no topo de nossas carências [...] Poder acessar informações rapidamente para tomada de decisões e possuir uma plataforma para auxiliar na comercialização de nossos produtos, isso é um exemplo do que nossos profissionais podem realizar mesmo fora da sua zona de conforto, que é onde vamos nos aventurar mais e mais daqui pra frente”, ressaltou.


O gerente de Desenvolvimento e Inovação de Furnas, Thiago Peixoto, à frente desta I Olimpíada, acompanhou a evolução das equipes e relatou estar extremamente satisfeito com os resultados. “Só foi possível realizar esse projeto porque conseguimos conectar todas essas pessoas, compartilhando aprendizados e aprendendo com as lições. [...] Poderemos ver, agora, materializada em protótipos e soluções, toda a energia que foi colocada”, assinalou. Thiago afirma que, em 2021, a ideia é fazer nova edição da Olimpíada, integrada com o Prêmio de Inovação da Eletrobras, um projeto que conversa com a iniciativa. “Todos juntos e conectados! Ano que vem, faremos ainda mais e melhor, com mais maturidade. [...] Estamos sonhando juntos”, acrescentou.


Os integrantes da banca de jurados corroboraram as palavras de Thiago. “Essa iniciativa foi muito interessante e também torço para que se mantenha em 2021. Seria uma das boas notícias para o ano. Eu fiquei positivamente impressionado com a construção das equipes em tão pouco tempo. Tanta contribuição que, com certeza, irá trazer impactos positivos para as empresas Eletrobras. Desejo sucesso a todos e que não parem por aí. Sigam inovando”, pontuou Sandro Damazio, da Eletrobras.


A pesquisadora Marta Olivieri, assessora da Diretoria de P&D do Cepel, acrescenta que foi notável a imersão e o comprometimento das equipes de todos os projetos. Foi um evento muito importante. “Levamos isso para o GT de Inovação da Comissão de Políticas Tecnológicas da Eletrobras, e o pessoal do GT já entrou em contato com as quatro equipes para que possam apresentar seus protótipos. Vamos torcer para que as empresas incentivem os projetos para que tenham continuidade”.


“Fico feliz de ver o quanto essa turma voou [...] Torço para que isso continue no ano que vem. Tem muita gente querendo participar também. Essa é nossa grande expectativa: que isso gere um processo contínuo”, comentou Luís Frade, da Eletronuclear.


“Essa Olimpíada foi só o começo dessa integração. Foi muito satisfatório participar disso tudo. Também espero que tenhamos outras oportunidades”, disse Karla Lepetgaland, da Eletronuclear.


A opinião da Grow +


Com vasta experiência em inovação aberta e no input para construção de novos modelos de negócios, Paulo Beck, CEO da Grow+, também considerou os resultados sensacionais. “É um orgulho estar aqui hoje, nessa reta final, desfrutando da apresentação dessas quatro equipes. [...] Nós estávamos rodando outros projetos, também de conexão com startups e intraempreendedorismo, e ficamos bastante impressionados pela dinâmica e envolvimento das equipes na construção dos protótipos. [...] Equipes tão motivadas e que fizeram um mergulho profundo dentro desse processo de metodologias ágeis. Em toda a parte de prototipação, que é, para nós, considerado o estágio mais elevado dentro do aculturamento de inovação dos colaboradores”, ressaltou.


“Esse trabalho foi incrível. Tivemos dias de muita risada e outros, de riso de desespero, mas o principal é que todas as equipes evoluíram [...] Muito legal ter compartilhado todos esses momentos, todo esse aprendizado”, acrescentou Julia Fank, líder dos programas de inovação aberta na Grow +.


Andréia Dullius Verschoore, também líder de Inovação da aceleradora de startups complementou: “Sempre que falamos em capacitação, temos o desafio de saber se as pessoas vão, realmente, se engajar. Tivemos uma surpresa extremamente positiva. [...] Tivemos a absorção do conhecimento e a difusão, além da externalização para todas as empresas, que é uma das coisas que mais esperamos”.


Os projetos e seus protótipos


A Grow+ classificou como melhor protótipo da Olimpíada o apresentado pela equipe do projeto Sistema de Business Analytics para apoio à gestão e à tomada de decisão, constituída pelo pesquisador do Cepel André Emanoel Rabello Quadros (líder), o também pesquisador do Centro Oscar Antonio Solano Rueda, Carolina Ornelas (Furnas) e Edgar dos Reis (Chesf). Com um protótipo muito próximo de um Mínimo Produto Viável (MVP), a equipe já recebeu cartas de intenção para o desenvolvimento da solução, a exemplo da advinda da Diretoria de Gestão e Sustentabilidade da Eletrobras e da Diretoria de P&D do próprio Cepel.


O projeto teve como foco o desenvolvimento de uma solução para um problema identificado nas empresas Eletrobras: a dispersão de dados importantes. A concentração e o tratamento desses dados em uma única plataforma podem oferecer oportunidades de otimizar e automatizar processos, além de gerar insights para tomadas de decisão. De acordo com André, projetos inovadores utilizam estratégias de Business Analytics para tomadas de decisão mais assertivas, e a proposta, então, foi criar um Enterprise Data Hub para conectar diferentes fontes de dados das empresas, redefini-los para utilização de forma analítica e formatá-los em padrões para apresentação em dashboards, possibilitando, assim, a identificação de padrões, outliers e a correlação de variáveis, bem como uma análise descritiva aos gestores.


“Nossa proposta de valor, implementada em seis semanas, foi criar uma ferramenta web para apresentar, em dashboards, dados mensais e trimestrais das variáveis de três fontes: SAP, IGS e Excel. E, também, fazer a previsão de dados até dezembro. Assim, poderíamos apresentar o insight sobre um possível não cumprimento de metas anuais”, explicou André, ao elencar as funcionalidades da ferramenta.


Segundo o pesquisador, além de tomadas de decisões mais assertivas e viabilização de planos de ação baseados em insights por parte dos gestores, a ferramenta tem potencial de gerar grande economia às empresas por meio da automatização de processos, a exemplo dos que precedem a apresentação de dados do Plano Diretor de Negócios e Gestão das empresas Eletrobras.


Sobre a experiência na Olimpíada e etapa de prototipação, André afirma: “Todo conhecimento passado vai ser muito útil para realizar as atividades aqui no Centro, principalmente nos projetos de que participo. Pretendo difundir esse conhecimento. Acho que o curso é muito valioso e essa metodologia, muito eficaz”.


O pesquisador Oscar Solano Rueda também tece sua opinião sobre o período de imersão na cultura de inovação e os resultados obtidos: “Foi uma experiência muito rica, na qual aprendemos sobre métodos ágeis, de forma prática, enquanto desenvolvíamos nosso MVP [Mínimo Produto Viável]. Tenho certeza de que os conhecimentos adquiridos têm grande aplicação no setor elétrico [...]. Na minha opinião, além das competências, o comprometimento dos participantes foi fundamental para fazer deste curso algo muito além”

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Já a equipe do projeto Metodologia de Aceleração e Monetização de Produtos Tecnológicos Desenvolvidos dentro das Empresas Eletrobras, integrada pelos colaboradores do Cepel Elber Vidigal Bendinelli (líder), Isaac Lima Cardoso do Nascimento, Juan Ignácio Patrício Rossi Gonzalez e Arthur de Castro, passou por um grande desafio: pivotar o projeto no meio do percurso. Deu a volta por cima e foi considerada pela Grow+ como a equipe mais engajada da Olimpíada.


“Confesso que não foi fácil quando a gente teve que pivotar o nosso projeto no meio do processo. Bateu um desespero, mas a gente conseguiu. Nosso grupo foi uma fênix, ressurgiu das cinzas. [...] Tínhamos duas opções: seguir com o que estávamos imaginando que o nosso cliente queria ou seguir realmente o que o nosso cliente estava pedindo. Seguimos com a segunda opção. Foi uma mudança de 180 graus, mas agora temos a sensação de dever cumprido”, desabafa Elber.


A equipe construiu uma plataforma de e-commerce para solucionar um grande problema: a falta de escalabilidade, divulgação, precificação e monetização de produtos tecnológicos desenvolvidos nas empresas Eletrobras e no Cepel. A plataforma InovaPlace conecta os produtos, classificados de acordo com sua metodologia de maturidade tecnológica, com potenciais compradores, tanto internos, quanto externos, viabilizando a criação de um portfólio de produtos tecnológicos. Portfólio este que pode ser constantemente alimentado por novas soluções.


Elber demonstrou algumas das funcionalidades da nova plataforma, tanto do ponto de vista do usuário, quanto dos representantes dos produtos tecnológicos. Estes podem facilmente cadastrar produtos, disponibilizando toda sorte de informações sobre eles, inclusive grau de maturidade tecnológica (escala TRL), escolher a melhor forma de precificação e obter contínuo feedback. Elber enumerou alguns dos ganhos da monetização das soluções por meio da plataforma: “Hoje, a Eletrobras investe em torno de 320 milhões de reais em P&D, e isso gera uma série de produtos tecnológicos diferentes com um potencial enorme de geração de receitas, tanto no Grupo Eletrobras, quanto em outros mercados. Esta plataforma vai gerar visibilidade, vai gerar um ambiente de negócios[...]. Só no Cepel temos mais de 50 produtos tecnológicos disponíveis. Pouco tempo atrás, a Eletronorte licitou 40 produtos. [...] Furnas tem software de P&D e Inovação prontos para ingressarem na plataforma.”


De acordo com o pesquisador, neste contexto, acordos comerciais poderiam ser potencializados, a exemplo do firmado recentemente pelo Cepel e a Cutsforth, com receita estimada em R$ 700 mil ao ano. O potencial para outros produtos, como o IGS, também foi mencionado. “O IGS tem um valor de licença estimado em R$ 500 mil a 1 milhão/ano por empresa e ele tem potencial de mercado em vários setores, como elétrico, petroquímico e alimentício”, ponderou. Agora, precisam de recursos para dar prosseguimento ao desenvolvimento da plataforma, definição de servidor de armazenamento, criação de CNPJ de instalações, disponibilização de recursos pessoais, marketing, operação e ganho de escala. “Já contamos com o apoio da Gerência de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação e da Gerência de Transformação da Eletrobras, das Diretorias de Laboratórios e de P&D do Cepel, da Gerência de Desenvolvimento Humano e Inovação de Furnas, da Diretoria de Operação da Eletronorte, dentre outros”, complementa.


“Tivemos a felicidade de apresentar um protótipo que vai ao encontro de uma necessidade do Cepel, permitindo que o Centro possa focar em sua core competence, deixando a comercialização por conta da InovaPlace. Ademais, foi uma oportunidade incrível participar de todo esse aprendizado proporcionado durante o período de prototipação, e que pode ser aplicado em diversas áreas de nossa vida, não apenas no trabalho”, assinala Isaac.


Corroborando a fala de Isaac, Juan Ignácio Patrício Rossi Gonzalez afirmou: “Vai ser muito útil poder agregar todo esse conhecimento relacionado com inovação [...] Pretendo passar tudo o que eu puder para os meus colegas, pois pode ser que seja útil para eles também”.


Arthur entrou no grupo após desligamento, por motivos pessoais, de uma das integrantes. Ele também teceu seu depoimento: “Fiquei muito feliz e empolgado com a oportunidade que me deram. Já tinha lido alguns livros sobre cases de startups e métodos ágeis, mas vivenciar isso na prática foi uma experiência muito enriquecedora e gratificante. O processo de aprendizado e desenvolvimento foi bem corrido e desafiador, mas acredito que conseguimos desenvolver uma solução bastante alinhada com as expectativas dos nossos clientes, pelos feedbacks que recebemos. É claro que ainda teremos um caminho pela frente até a implementação da InovaPlace, porém vislumbro um horizonte muito promissor com oportunidades enormes de crescimento, agregando visibilidade e valor aos produtos tecnológicos da Eletrobras e do Cepel”.


Emocionada, a pesquisadora Marta Olivieri afirmou estar muito orgulhosa das equipes do Cepel. “Os trabalhos ficaram muito bacanas [...] Eu estava no pitch no qual o projeto de monetização teve que tomar outro rumo e fiquei muito impressionada porque, em pouco tempo, eles conseguiram. Esta resiliência da equipe me impressionou bastante. Parabéns a todos vocês”.


Além dos projetos liderados pelo Cepel foram prototipados com sucesso os projetos Valorize e se (Chesf) e Geração de Hidrogênio Verde em Angra dos Reis (Eletronuclear).