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Em webinar, pesquisador do Cepel fala sobre eficiência energética, energias renováveis e tecnologias de hidrogênio

Detalhes: Notícias

Em webinar, pesquisador do Cepel fala sobre eficiência energética, energias renováveis e tecnologias de hidrogênio

14-12-2020

O pesquisador Ary Vaz Pinto Junior, chefe do Departamento de Materiais, Eficiência Energética e Geração Complementar do Cepel, participou, no último dia 08, da Série Fronteiras em Energia e Engenharia Ambiental, promovida pelo Programa de Engenharia Ambiental na Indústria de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (PRH-17), da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e que é desenvolvido na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sob gestão da Finep. A Série visa atualizar o profissional do setor de energia, contribuir para a formação técnica de jovens profissionais e promover a aproximação de empresas/instituições do setor para possíveis parcerias em pesquisas científicas e tecnológicas na universidade.


Ary Vaz apresentou o webinar técnico “Eficiência energética, energias renováveis e tecnologias do Hidrogênio: Benefícios e desafios visando à descarbonização”, elaborado por ele e pelo pesquisador Ricardo Marques Dutra, e que contou com contribuições do pesquisador José Carlos de Souza Guedes, ambos do Cepel.


Após destacar as características da matriz energética brasileira frente à matriz energética mundial, Ary apresentou um breve panorama das políticas de eficiência energética nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)e no Brasil, mencionando ações e políticas que têm contribuído, ao longo do tempo, para impulsionar a eficiência energética no país. Como exemplos, citou a criação do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica – Procel e a Lei 9.991/2000, que obriga as concessionárias de distribuição a aplicar, no mínimo, 0,50% de sua receita operacional líquida (ROL) em programas de eficiência energética (PEE) no uso final e, no mínimo, 0,50% em P&D.


Também mencionou a promulgação da Lei de Eficiência Energética (Lei 10.295/2001), que determina a existência de níveis mínimos de eficiência energética em equipamentos consumidores de energia fabricados ou comercializados no país, bem como de edificações construídas, com base em indicadores técnicos pertinentes e de forma compulsória; a Lei 13.280/2016, que altera a Lei nº 9.991/2000, obrigando as concessionárias de distribuição de energia elétrica a destinar 20% dos recursos dos seus programas de eficiência energética ao Procel, viabilizando a execução de projetos estruturantes; e, finalmente, o primeiro Plano Decenal de Eficiência Energética, em fase final de elaboração.


Ary assinala que o Cepel tem ampla experiência na área de Eficiência Energética. “Para citar apenas um exemplo, o Cepel, através dos seus laboratórios que prestam serviços para o Programa Brasileiro de Etiquetagem, dá importante contribuição para garantir que equipamentos consumidores de energia satisfaçam os índices mínimos de eficiência energética determinados pela Lei 10.295/2001.”


O pesquisador também discorreu sobre o crescimento das energias renováveis intermitentes eólica e solar na matriz elétrica brasileira e sobre a integração, em escala ascendente, destas fontes no sistema interligado nacional e na geração distribuída, gerando a necessidade de expansão do sistema de transmissão, de redes inteligentes e dos sistemas de armazenamento de energia. Neste contexto, ressaltou o grande potencial de tecnologias para a produção de hidrogênio, não apenas para armazenamento de energia, mas, também, para mobilidade elétrica e aplicações industriais, nas quais a introdução do hidrogênio pode gerar rotas produtivas descarbonizadas.


“Estamos iniciando, no Cepel, um projeto, para a Eletrobras, cujo objetivo é o domínio do ciclo da concepção de uma planta de produção de hidrogênio verde, abordando aspectos como localização, logística, custos, estratégias de fornecimento de energia elétrica para o eletrolisador e seleção da sua tecnologia”, ressalta Ary.


O pesquisador finalizou a apresentação, concluindo que, na sua visão, “a descarbonização da matriz energética, a médio prazo, será técnica e economicamente viável, embora traga grandes desafios tecnológicos, logísticos e regulatórios, além de maior complexidade do planejamento do sistema elétrico.”

 

Clique aqui para assistir ao webinar na íntegra.