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Em regime de teletrabalho, Cepel adapta sua rotina e usa a tecnologia para se reinventar

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Em regime de teletrabalho, Cepel adapta sua rotina e usa a tecnologia para se reinventar

08-04-2020

Em consonância com as orientações das autoridades de saúde e com os esforços de seus associados fundadores, coordenados pela Eletrobras, para enfrentamento da pandemia da COVID-19, o Cepel adotou, em 19 de março, o regime de home office para mais de 90% de sua força de trabalho. Desde então, seus colaboradores vêm dando continuidade às suas atividades de forma remota. Somente o essencial à garantia da operacionalidade do Centro e ao atendimento de demandas emergenciais de associados e clientes está sendo executado de forma presencial, seguindo, para tanto, todas as medidas e protocolos cabíveis, observadas as orientações médicas e os princípios éticos, para proteger e preservar os colaboradores e suas famílias. Confira aqui os comunicados dirigidos à sociedade.


Por meio da ferramenta Microsoft Teams, do Office 365, a Direção do Cepel tem participado, diariamente, de reuniões com seus pares do Sistema Eletrobras e com áreas estratégicas do próprio Centro (saúde, comunicação, finanças, jurídico, logística e manutenção) para monitoramento de questões pertinentes à saúde dos colaboradores, bem como a questões de níveis corporativo e institucional. Todas as decisões tomadas estão sendo comunicadas, de imediato, aos colaboradores, mantendo-os informados, em um diálogo permanente.


Da mesma forma, a interação entre as equipes técnicas multidisciplinares do Centro, envolvidas em diversos projetos de P&D+I que não podem ser interrompidos, está sendo assegurada por meio de reuniões virtuais periódicas, viabilizadas, dentre outras, também pela ferramenta Microsoft Teams. O pesquisador José Carlos Nunes Bianco, responsável pela Atividade de Tecnologia da Informação, fala a respeito desta poderosa ferramenta de trabalho colaborativo.


“Com o advento do trabalho remoto, ficou evidente a necessidade do uso das ferramentas do Office 365, tanto para nos reunirmos diariamente como para troca de arquivos pelo sharepoint e acompanhamento das equipes, participando dos chats criados para cada um dos times. A troca de informações, via chat, é muito mais rica e precisa, evitando constantes ligações para garantir um entendimento comum dos problemas e objetivos. Esse tempo em casa mudou a forma de trabalharmos e mudará definitivamente a forma de o Cepel e muitas outras organizações trabalharem após nos recuperarmos dessa pandemia”, assinala Bianco, que começa seu dia verificando ações pendentes e fazendo videoconferência usando o Teams para conversar com toda a equipe de Informática do Cepel e obter um resumo dos atendimentos e possíveis indicativos de falhas de infraestrutura.


De acordo com Bianco, a liberdade de agendar reuniões, montar grupos de trabalho, gerenciar chats exige responsabilidade por parte de cada um dos colaboradores. “Este é um ponto que precisa ser bem percebido, pois estamos em um ambiente corporativo. Outro ponto a ser destacado é que segurança da informação tem de fazer parte do comportamento de cada um. Esse é um fator de sucesso para a aplicação de ferramentas colaborativas. Não mais sendo exclusividade de um grupo isolado, mas, sim, da cultura da instituição”.


Proatividade e comprometimento


Para o chefe do Departamento de Laboratórios do Fundão (DLF), pesquisador Maurício Barreto Lisboa, a experiência em teletrabalho tem-se mostrado surpreendente: “As equipes vêm encontrando formas de elaborar e encaminhar aos clientes relatórios de serviços prestados antes da decretação da quarentena; realizar atividades requeridas pelo sistema de gestão da qualidade para garantir excelência aos ensaios e pesquisas experimentais; atender aos clientes que continuam nos procurando, para sanar dúvidas e solicitar propostas de serviços; além de avançar em estudos que contribuam para a realização cada vez mais eficiente de suas atividades”, exemplifica Maurício.


De acordo com o chefe do DLF, as equipes têm, ainda, ministrado cursos online e estabelecido grupos de trabalho com participantes externos ao Cepel para o aprofundamento das discussões sobre os resultados obtidos nos projetos, culminando, por exemplo, com o seminário online no tema Corrosão, que contará com a participação de representantes de todas as empresas Eletrobras entre os dias 15 e 17 de abril. “Também é importante mencionar que temos integrado iniciativas de combate à COVID-19 no campo tecnológico por solicitação da UFRJ, unindo o Cepel ao esforço nacional com este fim. Além destas ações, alguns técnicos e pesquisadores têm atuado presencialmente no Centro ou em atividades externas, para apoiar os nossos clientes em situações emergenciais, que requerem o nosso conhecimento técnico, a partir da realização de ensaios e serviços tecnológicos, sempre resguardando, em primeiro lugar, a saúde dos profissionais, que vêm atuando em equipes reduzidas e compostas por profissionais de fora dos grupos de risco”, complementa.


O chefe do Departamento de Laboratórios de Adrianópolis (DLA), pesquisador Alberto Junqueira, também comenta sobre este período de teletrabalho. “Nossas atividades demandam, naturalmente, a presença física das equipes nos laboratórios. Porém, além de atividades administrativas, como a fase inicial dos processos de aquisição, há atividades técnicas - como elaboração de propostas de ensaio, relatórios técnicos e de ensaios, estudos de normas técnicas e elaboração e revisão de procedimentos das áreas - que fazem parte do nosso cotidiano. E são exatamente estas atividades que vêm sendo executadas por todos nós”.


Alberto corrobora a importância da tecnologia para o bom andamento do trabalho remoto. “O avanço tecnológico da informática, aliado à democratização destes recursos, nos permite realizar várias atividades via teletrabalho, o que seria inviável em outros tempos. Têm ocorrido reuniões diárias, tanto entre as equipes dos laboratórios quanto entre os responsáveis por estas equipes e os chefes de departamento. Esta rotina tem sido muito importante não só para que as atividades sejam planejadas e acompanhadas, mas, também, para que possamos manter um contato pessoal, ainda que virtual, com nossos colegas de trabalho. Estas reuniões minimizam a sensação de isolamento neste período, o que é fundamental para a manutenção do equilíbrio Emocional de todos nós”.


Crise: um momento para novas oportunidades


“Em toda adversidade há oportunidades e aprendizado. O trabalho remoto nos colocou diversos desafios e acelerou o nosso aprendizado em relação ao uso de ferramentas colaborativas, que permitiram a integração dos membros das equipes de cada área e entre áreas da instituição”. O depoimento é da chefe do Departamento de Logística e Operações do Cepel, Lúcia Lima, também responsável pela Atividade de Qualidade. Ela afirma que a tomada de decisões e a execução de ações de forma imediata têm sido um diferencial da atuação do Centro.


“Continuamos atuando em processos de rotina, ao tempo que contribuímos em ações voltadas à saúde e ao bem estar de todos que atuam na instituição. O acompanhamento da saúde dos empregados e da situação de colaboradores de empresas terceirizadas, o monitoramento da temperatura dos que precisam acessar as instalações da instituição nesse período, aquisições diversas para uso dos empregados e colaboradores, a higienização das instalações e todas as demais ações que virão, relacionadas ao momento de pandemia que estamos vivendo, deram um propósito adicional às nossas atividades. É um momento de aprendizado, pessoal e profissional”.
A pesquisadora Lígia Rolim, integrante da equipe de desenvolvimento do programa computacional Anatem, amplamente utilizado pelo setor elétrico nos estudos de estabilidade eletromecânica, afirma que as ferramentas disponibilizadas pelo Cepel, como o Office365, o VPN e o acesso remoto, têm sido importantes para viabilizar a continuidade das atividades de trabalho e o suporte aos usuários do programa.


Lígia vem trabalhando no desenvolvimento de uma nova ferramenta no programa Anatem para cálculo de índices preditivos para a análise de interação entre usinas eólicas e fotovoltaicas, como extensão da metodologia utilizada nos estudos de multi-infeed. “Uma das vantagens dessa nova ferramenta é que todas as usinas eólicas e fotovoltaicas modeladas no Anatem como fonte shunt controlada por CDU são automaticamente consideradas na análise”, comenta ela, que também tem se dedicado a outro ramo do projeto Anatem, voltado à validação dos resultados das implementações dos modelos da dinâmica da rede elétrica usando fasores dinâmicos e o modelo de máquina síncrona adequado para estudos de ressonância subsíncrona.


O contato direto é insubstituível, mas a tecnologia ajuda


Ressaltando que nada como a interação pessoal para a promoção de sinergia e criatividade entre as equipes, fundamentais para o trabalho de pesquisa e desenvolvimento, o pesquisador Alexander Polasek, especialista em supercondutividade, também comenta sobre o valor da tecnologia e adaptações à rotina de trabalho. “No momento crítico que enfrentamos, as tecnologias atuais, frutos de muitos anos de P&D&I, permitem o home office e a interação com colegas do Cepel e colaboradores de outras empresas e instituições, nacionais e internacionais”.


Polasek assinala que, como o trabalho que desenvolvem depende de resultados experimentais, tiveram de adiar ensaios e estão focados em revisão bibliográfica, análise de resultados experimentais anteriores, simulações computacionais e redação de trabalhos técnicos. “Desse modo, estamos dando continuidade à parte das atividades relacionadas ao Laboratório de Cerâmicos Avançados, aos projetos de supercondutividade aplicada e nanocompósitos para isolamento elétrico”, complementa o pesquisador que também está iniciando sua participação em projeto do Cepel envolvendo células a combustível, junto à Amazonas GT, Associado do Centro.


Também com saudades do convívio com os colegas de trabalho, Rogério Aranha, assistente da Diretoria Administrativa-Financeira, afirma que sempre preferiu a interação pessoal, não restrita aos colegas diretos, com quem interage, neste momento de isolamento, nas salas virtuais de relacionamento. “Também sinto falta daqueles que nos dão apoio diário, e que, na maioria das vezes, deixam o nosso dia bem melhor, como o bom dia da senhora Lúcia, da limpeza, das brincadeiras da Rutinha, do restaurante, dentre muitos outros que ficaram a largo neste processo de home office”. Mas, fiel a suas convicções e ensinamentos, Rogério acredita que as dificuldades trazem coisas boas e crê que, logo, estará novamente no convívio dos colegas. Aliás, um desejo de todos...