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Cepel participa de GT do Sistema Eletrobras que estuda substituição de ativos do setor elétrico

Detalhes: Notícias

Cepel participa de GT do Sistema Eletrobras que estuda substituição de ativos do setor elétrico

21-05-2020

Uma grande quantidade de ativos do setor elétrico brasileiro já atingiu sua vida útil regulatória, e o volume de investimentos estimado para sua substituição é bastante expressivo, cerca de R$ 20 bilhões. Para lidar com este desafio e elaborar um plano de modernização destes ativos, a Eletrobras criou o Grupo de Trabalho (GT) Riscos de Final de Vida Útil, coordenado pela Diretoria de Transmissão da Holding e que conta com a participação do Cepel e das empresas do Grupo.


Andréa Pereira Leite, da Coordenação da Operação, Manutenção e Reforços de Transmissão da Eletrobras, comenta a respeito. “Do total de ativos indicados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico para troca imediata, aproximadamente 65% pertencem às empresas Eletrobras. Esta grande quantidade de equipamentos com final de vida útil demanda uma análise mais profunda por parte do grupo, com implicações econômicas, técnicas, operacionais e regulatórias.”


Um dos principais objetivos do GT é desenvolver uma metodologia estruturada para avaliação dos riscos associados à operação de ativos envelhecidos e a priorização de sua substituição, projeto que vem sendo desenvolvido pelo Cepel. “O papel do Cepel é tornar os critérios a serem adotados mais científicos e prover a Holding de indicadores relacionados à vida útil de equipamentos”, assinala o pesquisador Alain Levy, chefe do Departamento de Linhas de Transmissão e Equipamentos do Centro.

 

O pesquisador do Cepel Luís Adriano Cabral Domingues acrescenta que “o trabalho do GT visa chegar a uma metodologia que possa oferecer uma base técnica para responder à pergunta ‘qual o momento ideal para a substituição de um equipamento?’”. Uma questão, segundo o pesquisador, difícil de responder uma vez que os equipamentos, em geral, continuam funcionando, não ficando totalmente claro por que trocá-los em determinado momento. Cabral explica que “a linha de investigação do Cepel utiliza históricos operacionais para aplicação de metodologias probabilísticas de cálculo do risco de falha, juntamente com dados econômicos de pagamento base e parcela variável”.


Com a definição da metodologia, o projeto irá mapear a situação dos ativos do Grupo Eletrobras com vida útil regulatória excedida, estabelecer métodos para priorizar a sua substituição e mitigar riscos associados às incertezas relacionadas aos aspectos técnicos e financeiros de equipamentos com vida útil esgotada.


Além de Alain e Luís Adriano, participam do projeto pelo Cepel Carlos Kleber Arruda e Cristiano Carvalho.