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Cepel ministra treinamento para engenheiros do ONS sobre Cálculo Automático de Margem de Transmissão

Detalhes: Notícias

Cepel ministra treinamento para engenheiros do ONS sobre Cálculo Automático de Margem de Transmissão

15-12-2020

O Cepel realizou, no início de dezembro, treinamento remoto para engenheiros e trainees do Operador Nacional do Sistema (ONS) sobre a nova funcionalidade para determinação automática de subáreas e áreas do módulo para Cálculo Automático de Margem de Transmissão do programa computacional ANAREDE, o mais usado no Brasil para análise de sistemas elétricos de potência em regime permanente. O módulo foi desenvolvido pelo Centro em parceria com o ONS, para uso nos cálculos de leilões de energia, visando garantir maior reprodutibilidade e facilidade de execução.


O pesquisador Flávio Rodrigo de Miranda Alves, chefe do Departamento de Redes Elétricas do Cepel e responsável pelo projeto por parte do Centro, ressalta que “parcerias entre o Cepel e ONS são sempre muito produtivas, uma vez que permitem evoluções não apenas na ferramenta-alvo do projeto, mas também dos programas como um todo. Esse projeto não foi uma exceção, visto que o trabalho conjunto das duas equipes gerou bons resultados e sugestões de melhorias para outras ferramentas do programa ANAREDE”.


O engenheiro Laércio Flávio de Meneses Guedes, responsável pelo projeto por parte do ONS, comentou, durante o treinamento, sobre a importância da nova funcionalidade, uma vez que estão previstos cinco novos leilões de margem de transmissão apenas para o primeiro semestre de 2021. Ele acredita que as ferramentas desenvolvidas pelo Cepel auxiliarão na execução desses estudos, tanto por analistas mais experientes, quanto por novos analistas.


Como assinala a engenheira do Operador Roseane de Souza Nunes, atualmente a definição das subáreas e áreas que são utilizadas no cálculo das margens de transmissão para os leilões de energia que levam em consideração a capacidade remanescente do SIN para escoamento de geração pela rede básica, DITs [Demais instalações de transmissão] e ICGs [instalações de interesse exclusivo de centrais de geração para conexão compartilhada] é realizada de forma não automatizada e empírica, o que confere subjetividade ao processo, dependendo significativamente da experiência dos analistas. De acordo com ela, “a nova funcionalidade do ANAREDE ajudará o analista na tomada de decisão para a escolha dos barramentos das subestações do SIN que deverão compor subáreas e áreas, ao mesmo tempo em que facilitará a reprodutibilidade, conferindo maior transparência às análises e seus resultados.”.


Outros temas abordados


O treinamento teve duração total de 11h ao longo das manhãs dos dias 3, 4 e 7 de dezembro. Além da nova metodologia de identificação de subáreas e áreas, foi realizada uma revisão dos conceitos da ferramenta original de Cálculo Automático de Margem de Transmissão, disponível no programa ANAREDE desde outubro de 2018. Além disso, foram apresentadas as opções de execução do programa ANAREDE, que permitem a execução da ferramenta de identificação de subáreas e áreas, assim como os diversos produtos emitidos de forma automática.


Participaram do treinamento 35 engenheiros e trainees da Gerência de Planejamento Elétrico de Médio Prazo (PLM), Gerência de Planejamento Elétrico do Norte e Nordeste (PLN) e Gerência de Planejamento Elétrico do Sul (PLS), representando analistas de todos os subsistemas do Sistema Interligado Nacional (SIN).


O treinamento foi ministrado pelos pesquisadores do Cepel Paula Oliveira La Gatta, Renan Pinto Fernandes e Leonardo Pinto de Almeida. Eles assinalam que os engenheiros e trainees do ONS puderam entender o funcionamento da ferramenta por meio da execução de um caso exemplo, em tamanho reduzido, e também de um caso real do SIN referente a estudos de margem de transmissão para o subsistema Sul. “Além disso, foram apresentados os resultados da ferramenta para os demais subsistemas do SIN, tais como resultados na área de Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Ceará. Desse modo, a nova ferramenta apresentou bons resultados para todos os subsistemas do SIN”, destacam.

 

O ONS iniciará um período de testes mais intensos da ferramenta, permitindo uma análise de seu comportamento em uma gama maior de casos. Dentre as possibilidades de evolução já vislumbradas pelas equipes estão uma nova forma de visualização de resultados, baseada no conceito de bubble charts, melhorias e novas funcionalidades para a ferramenta original de cálculo de margem de transmissão, estudos do impacto da tensão na identificação de subáreas e áreas, dentre outros.