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Cepel e Light monitoram subestações de energia no Rio de Janeiro

Detalhes: Notícias

Cepel e Light monitoram subestações de energia no Rio de Janeiro

29-12-2020

O Cepel e sua Associada Especial Light concluíram, este mês, uma sequência de medições em cinco Subestações Isoladas a Gás SF6 (GIS) da empresa no Rio de Janeiro (RJ): Samaritano, Posto Seis, Baependi, Camerino e Santo Antônio, todas da classe de tensão de 138kV e de grande importância para o abastecimento energético da cidade. O objetivo foi avaliar as condições elétricas destas instalações quanto à ocorrência de descargas parciais. Para tanto, foi utilizada a metodologia de emissão acústica, técnica de avaliação não invasiva utilizada há bastante tempo pelo Cepel e que não causa impactos no fornecimento de energia.

 

A GIS (Gas Insulated Switchgear) tem por característica principal o encapsulamento dos equipamentos de alta tensão em módulos isolados a gás SF6, reduzindo, consideravelmente, o espaço ocupado pelos equipamentos no pátio. Assim, por serem compactas, as GIS são ideais para locais de alta densidade demográfica e grandes centros urbanos.


No caso das GIS monitoradas, embora estejam localizadas em áreas de grande circulação de pessoas e veículos na cidade do Rio de Janeiro, como é o caso da GIS Santo Antônio, na Rua do Senado, no Centro, ou da GIS Posto Seis, na Rua Francisco Otaviano, em pleno Arpoador, poucos são aqueles que passam pelos prédios e desconfiam que ali haja uma subestação elétrica de enorme importância para o abastecimento energético da cidade.

 

Emissão acústica

 

A metodologia de emissão acústica consiste no emprego de sensores piezoelétricos especiais que possuem a função de capturar ondas acústicas, transformá-las em sinal elétrico e transmiti-las a um sistema que realiza registro dos sinais. Há, também, um pré-processamento, o que torna possível a padronização dos sinais e, consequentemente, a identificação ou não de defeitos internos à instalação.

 

“O principal objetivo deste tipo de monitoramento é obter informações sobre o estado operacional dos equipamentos elétricos de alta tensão, possibilitando a tomada de ações que busquem o aumento da confiabilidade e, principalmente, da disponibilidade dos ativos”, assinalam os pesquisadores do Cepel Hélio Amorim, Leonardo Torres e Frederico Tassi, responsáveis pelas medições nas GIS da Light.

 

De acordo com Hélio Amorim, as instalações só devem sofrer intervenção nos casos em que há comprovadamente indícios de defeito. “Qualquer intervenção pode provocar outros danos, aumentando, portanto, a exigência quanto à assertividade da técnica”, ressalta.

 

Além dos sistemas do Cepel IMA-DP (análise de descargas parciais, pelo método elétrico) e IMA-CTD (análise de capacitância e tangente delta), já consolidados no mercado, também foi utilizado o sistema IMA-DP Acústico, em fase final de implementação. “Este sistema, juntamente com o IMA-DP e o IMA-CTD, vem formando um importante acervo tecnológico no Brasil”, complementa Hélio.

 

O pesquisador ressalta que uma das motivações para o projeto e o desenvolvimento do IMA-DP Acústico surgiu da grande lacuna que havia na área. “Isto nos mantinha reféns de sistemas comerciais, que, além de terem alto custo, quase sempre eram uma caixa preta. É preciso desenvolver nossas próprias ferramentas e soluções. Agindo dessa forma, já acumulamos conhecimento e experiência em áreas nas quais éramos tecnologicamente dependentes dos fabricantes internacionais. No acústico, não será diferente”, conclui.

 

Plano de manutenção

 

A Light relata que os ensaios de descargas parciais fazem parte do Plano de Manutenção Preventiva e destaca a importância dos serviços realizados, que tiveram por objetivo a emissão de análises conclusivas e recomendações a serem adotadas pela manutenção, tais como a localização da descarga parcial, o nível de gravidade de atendimento, entre outras, que possibilitassem a tomada de decisão para o melhor momento de intervenção. Destaca, ainda, que, desta forma, atuando de forma preventiva, possibilita o aumento da confiabilidade do sistema elétrico da companhia.

 

Importante reconhecer o empenho e a contribuição dos profissionais da Light Bruno Almeida da Silva e Wagner Luiz Ortiz Marques, envolvidos na elaboração do contrato, bem como dos profissionais Marcus Vinícius Gouvêa Gomes, responsável pela gestão contratual, e Uilliam Medeiros Folena da Silva e Thiago Goncalves dos Santos, responsáveis pela supervisão técnica em campo. A participação de todos foi fundamental na execução das atividades que culminaram no sucesso das medições realizadas nas GIS, que atendem a um total de 172.363 clientes localizados nos bairros do Centro e Zona Sul do Rio de Janeiro.