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Cepel coordena mais uma edição do Inventário de Gases de Efeito Estufa das Empresas Eletrobras

Detalhes: Notícias

Cepel coordena mais uma edição do Inventário de Gases de Efeito Estufa das Empresas Eletrobras

07-08-2020

O Cepel coordenou, no âmbito do Grupo de Trabalho Estratégia Climática (GT3) do Comitê de Meio Ambiente das Empresas Eletrobras, a elaboração de mais uma edição do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) das Empresas Eletrobras. O documento, gerado com base na compilação e processamento de dados fornecidos por cada uma das companhias do Grupo e pelo Centro no ano de 2019, tem um importante papel no controle da eficácia das políticas associadas às mudanças climáticas, viabilizando o acompanhamento do cumprimento de metas e de diversos indicadores monitorados pelas empresas, com total transparência perante os stakeholders e a sociedade em geral.


“Os resultados do Inventário são usados para verificar a eficácia das políticas e ações que estão sendo implantadas pelas empresas Eletrobras e pelo Cepel. Com base em comparação de resultados históricos, verifica-se se as metas estão sendo cumpridas ou não. Também serve para identificar tendências de crescimento ou redução de emissões, bem como fatores responsáveis por essas mudanças, possibilitando, assim, a reavaliação das ações”, assinala o pesquisador do Cepel Alexandre Mollica, coordenador do GT3 desde 2010.


Realizado desde 2008, o Inventário vem, nos últimos anos, registrando um decréscimo significativo no total geral de emissões de GEE no Sistema Eletrobras. Somente de 2018 para 2019, houve uma redução de 2,7% . “Esta tendência de queda se deve, em especial, ao descomissionamento de unidades de geração termelétrica e ao aumento da geração de energia por novas fontes renováveis, como eólica e solar. Além disso, destaca-se a saída do Grupo do ramo da distribuição de energia elétrica”, explica Alexandre.


O Inventário também apresenta o desempenho das organizações por tipo de gás; a emissão de CO2 proveniente da queima de etanol e biodiesel; o histórico de emissão de GEE (2015 a 2019); e a estimativa de emissões de outros poluentes atmosféricos, como óxidos de enxofre e de nitrogênio, e de material particulado, com base no monitoramento realizado em usinas termoelétricas.


Uma poderosa plataforma desenvolvida pelo Cepel


O monitoramento de emissões de GEE nas empresas Eletrobras e no Cepel, bem como a compilação e o processamento de dados do Inventário, é realizado por meio da plataforma Emisfera, desenvolvida por Alexandre e pelos também colaboradores do Centro Juliano Abreu e Valdir Ramos, no âmbito do projeto Balcar. Coordenado pelo pesquisador Jorge Machado Damazio, o projeto dedica-se a diversas outras linhas de pesquisa, dentre elas a investigação de emissões de GEE em reservatórios de usinas hidrelétricas. Confira aqui o documento.


A plataforma Emisfera é composta por ferramentas computacionais que calculam e acompanham a evolução histórica de variáveis relacionadas não só a emissões de GEE, como também de consumo de combustíveis, consumo de energia elétrica, emissão de poluentes atmosféricos e de gases controlados pelo Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio, do qual o Brasil é signatário.


“A plataforma Emisfera é uma das mais modernas do mercado, seguindo metodologias consagradas internacionalmente para o cálculo de emissões e possuindo mecanismos únicos de validação de dados, proporcionando segurança e acurácia das emissões medidas”, afirma Alexandre, acrescentando que, por cinco anos consecutivos, as ferramentas da plataforma vêm sendo auditadas pelas maiores empresas de certificação internacional - a PwC e a KPMG. Ambas as consultorias consideram a Emisfera bastante transparente e fácil de auditar.


De acordo com o pesquisador, a plataforma pode ser utilizada por qualquer empresa do setor de energia que deseje inventariar suas emissões. Ele recomenda o uso conjunto com o Sistema IGS, também desenvolvido pelo Cepel no âmbito do Projeto IGS, coordenado pela pesquisadora Katia Cristina Garcia, e utilizado para gestão de indicadores de sustentabilidade empresarial, por serem complementares e compatíveis. “As ferramentas da Emisfera importam automaticamente os dados do Sistema IGS, analisando sua consistência, fazendo o cálculo das emissões de GEE e de gases controlados pelo Protocolo de Montreal e dos indicadores relacionados com combustíveis e energia. Finalizam o processo provendo uma série de relatórios de saída para atender às diversas demandas das empresas, como ISE Bovespa, GRI, DJSI, o Relatório Anual da Eletrobras, dentre outros, realimentando ainda informações gerenciais no Sistema IGS”, comenta Alexandre. Clique aqui para conferir o Relatório Anual da Eletrobras 2019.


O pesquisador destaca que tanto a Emisfera quanto o Sistema IGS 2.0 estão em constante processo de aprimoramento. Nesse momento, a equipe do Cepel está revisando, juntamente com os grupos de trabalho GT3 e GT6 (Estratégia Climática e Biodiversidade), as variáveis de biodiversidade disponíveis no Sistema IGS, visando à sua utilização para monitoramento das emissões associadas às atividades de uso do solo.