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Cepel avalia, em caráter emergencial, compressor de turbina aérea da GE Celma

Detalhes: Notícias

Cepel avalia, em caráter emergencial, compressor de turbina aérea da GE Celma

24-04-2020

No último dia 06, atendendo a todas as recomendações das autoridades de saúde devido à pandemia de Covid-19, o pesquisador do Cepel Josélio Sena Buarque realizou um serviço de réplica metalográfica emergencial no carretel do rotor do compressor de alta pressão de uma turbina aérea nas instalações da empresa GE Celma, subsidiária da General Electric (GE) e localizada no município de Petrópolis (RJ). O Cepel tem mais de 30 anos de experiência no uso desta técnica não destrutiva, que permite a análise da microestrutura de um equipamento ou componente, sem a necessidade de danificá-lo para a realização do ensaio.


“O objetivo da análise foi verificar se houve alteração microestrutural em uma determinada região do carretel do rotor, onde ocorreu atrito, o que poderia comprometer o bom funcionamento da peça. A partir do ensaio pudemos constatar que o aquecimento, provocado pelo atrito, não alterou significativamente a microestrutura, e, portanto, não comprometeu a peça”, explica Josélio, acrescentando que antes de entrar nas instalações da GE Celma, passou por um processo de integração apresentado pelo Setor de Segurança de Trabalho da empresa, o que incluiu higienização das mãos, uso de máscara e luvas.


“Esta análise foi de extrema importância para nós. Através dela, conseguiremos definir o status desta peça e definir se vamos poder realizar o reparo ou não”, relata o engenheiro Luiz Martello de Souza, do Laboratório de Materiais da GE Insfrastructure Aviation.


Como funciona a réplica metalográfica?


De acordo com Josélio, na réplica metalográfica, nenhuma amostra é retirada do equipamento. Uma cópia da microestrutura é feita sobre os pontos de interesse, através de um relevo negativo, como um decalque, obtido sobre um filme plástico específico. Esta amostra pode ser examinada em um microscópio para observação da integridade microestrutural do equipamento e/ou componente.


“Com a réplica metalográfica, é possível avaliar indícios da degradação dos materiais, decorrentes da sua exposição a ambientes agressivos, sujeitos, por exemplo a elevadas temperaturas, tensões excessivas e/ou atmosferas corrosivas”, explica Josélio, acrescentando que a técnica também é conhecida como metalografia de campo, e sua aplicação mais significativa é na análise de danos. “Entretanto esta técnica tem outras aplicações de extrema importância, como avaliação de vida remanescente de componentes pela determinação do seu estado microestrutural”, complementa.



Por meio do uso desta técnica, o Cepel tem feito serviços de inspeção e realizado projetos voltados ao estudo de degradação de materiais resistentes à alta temperatura, usados nas usinas termelétricas.