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Cepel atua emergencialmente e contribui para a confiabilidade de operação da Usina Nuclear Angra 1

Detalhes: Notícias

Cepel atua emergencialmente e contribui para a confiabilidade de operação da Usina Nuclear Angra 1

29-04-2020

Observando todas as recomendações das autoridades de saúde em virtude da pandemia do novo coronavírus, o Cepel realizou análise laboratorial emergencial, por solicitação da Eletronuclear, Associada do Centro. O objetivo da análise foi a determinação do teor de gases dissolvidos em óleo mineral isolante utilizado em um dos transformadores principais da Usina de Angra 1, pertencente à empresa.

 

“O Cepel, como parceiro constante da Eletronuclear, não deixou de sê-lo, mesmo nesse momento complicado que o mundo vem enfrentando com a COVID-19. Fizemos o pedido para análise de óleo de um dos transformadores de Angra 1 e, prontamente, fomos atendidos. O transformador em questão é responsável pela alimentação dos equipamentos convencionais da Usina e, portanto, intimamente ligado à geração da planta. Esse equipamento apresentou valores atípicos de gases dissolvidos em sua última análise de óleo, nos levando à decisão de um acompanhamento mais reforçado do mesmo, de forma a garantir sua confiabilidade operacional. Assim, essa análise, realizada em março de 2020, que apresentou concentrações estáveis dos gases, não podia deixar de ser feita”, destaca Ródnei Abbade Abreu, do Departamento de Gestão de Manutenção e Confiabilidade da Eletronuclear.

 

Segundo o pesquisador Luiz Alberto Ferreira da Silva, responsável pelo Laboratório de Análises Químicas do Cepel, onde foi realizado o ensaio, a avaliação dos gases dissolvidos no óleo isolante fornece informações importantes, podendo indicar falhas severas que comprometeriam a segurança de operação dos transformadores.

 

“A Eletronuclear nos relatou uma grande preocupação com a segurança de operação deste transformador, uma vez que, na última avaliação que realizamos, em novembro de 2019, os resultados da análise indicaram ligeiro sobreaquecimento envolvendo o óleo isolante, com o nível de gases combustíveis requerendo atenção, pois poderia ser decorrente de sobreaquecimento no interior do equipamento”, assinala Luiz Alberto.

 

Com base no histórico das concentrações de gases dissolvidos encaminhado ao Laboratório de Análises Químicas, Luiz Aberto explica que as concentrações de gases apresentaram uma tendência de subida, indicando que a geração dos gases ocorreu entre as coletas de abril e novembro do ano passado. “Assim, justifica-se a redução da periodicidade de amostragem para três meses, em vez de seis meses padrão, para acompanhar uma possível continuação de incremento na concentração de gases, o que poderia apontar um problema mais grave no equipamento”, explica o pesquisador.

 

Segundo Luiz Alberto, como neste ensaio de março não foi detectada elevação no nível de gases combustíveis, indicando condições satisfatórias de operação do transformador, a reamostragem será feita em seis meses.