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Cepel apoia Coppe/UFRJ em projeto de ventilador pulmonar de exceção para o COVID

Detalhes: Notícias

Cepel apoia Coppe/UFRJ em projeto de ventilador pulmonar de exceção para o COVID

17-04-2020

Seguindo todas as recomendações das autoridades de saúde, uma equipe técnica do Cepel realizou, no último dia 13, em sua infraestrutura laboratorial situada na Ilha do Fundão, os primeiros ensaios para avaliação da compatibilidade eletromagnética e de harmônicos de corrente do protótipo do ventilador pulmonar mecânico, que está sendo desenvolvido pela Coppe/UFRJ, em parceria com várias instituições. O objetivo do aparelho é atender, em caráter emergencial, à demanda crescente dos hospitais em virtude da pandemia da COVID-19. Os dados divulgados diariamente pelo Ministério da Saúde indicam que os casos confirmados avançam por todo o Brasil. Somente em São Paulo, estado com maior número de casos, houve mais síndromes respiratórias em três semanas recentes do que em todo o ano de 2019.

 

“Estamos na primeira fase do desenvolvimento de um ventilador de exceção para o COVID e é fundamental testar a sua compatibilidade eletromagnética, mesmo sendo para teste em número reduzido de pacientes. Isso estamos fazendo no Cepel e Inmetro. Na segunda fase, faremos o teste de um protótipo mais definitivo para investigação clínica como maior número de pacientes. O apoio do Cepel tem sido fundamental e agradecemos o trabalho voluntário de vários técnicos da casa”, ressalta o professor da Coppe/UFRJ Edson Watanabe.

 

A pesquisadora Alessandra Souza, responsável pelo Laboratório de Iluminação do Cepel, que conta com uma área específica para ensaios de compatibilidade magnética e onde foram realizados os ensaios, comenta a respeito da participação do Centro no projeto. “A pedido da Coppe/UFRJ, o Cepel está atuando na avaliação da compatibilidade eletromagnética do protótipo, juntamente com o Inmetro. No Cepel, estão sendo avaliadas as emissões de perturbações conduzidas e irradiadas, enquanto o Inmetro está realizando ensaios de imunidade do produto quanto a perturbações eletromagnéticas do ambiente. A ideia é nortear a equipe de desenvolvimento para uma solução rápida e segura, devido à urgência que a sociedade necessita no combate à COVID-19”.

 

Alessandra explica a relevância dos ensaios em questão. “Um ambiente hospitalar possui diversos equipamentos e sistemas eletroeletrônicos de suporte à vida, acoplados ou não aos pacientes, além de equipamentos de monitoramento e processamento de informações para aplicações médicas, que não podem falhar, pois isso pode custar a vida de pacientes. Portanto, a avaliação da compatibilidade eletromagnética é de grande importância para garantir a adequada operação e a segurança de equipamentos eletromédicos e acessórios que auxiliam no funcionamento de órgãos artificiais e de suporte à vida”, afirma.


De acordo com a pesquisadora, o fato de um sistema ou equipamento apresentar um bom desempenho no ensaio de compatibilidade eletromagnética em laboratório significa que ele está em condições de funcionar adequadamente em um ambiente eletromagnético com as características representadas no ensaio. Sem interferir no funcionamento de equipamentos ou sistemas próximos a ele e sem sofrer interferências que possam causar falhas em seu funcionamento provocadas por perturbações emitidas por outros equipamentos.


“Ou seja, o ensaio de compatibilidade eletromagnética foi concebido para avaliar o sistema ou equipamento sob ensaio quanto a ser ou não fonte ou vítima de interferências eletromagnéticas danosas. Tendo em vista a crescente quantidade de equipamentos eletrônicos utilizados em atividades diárias, o Cepel tem investido bastante na área de compatibilidade eletromagnética, realizando pesquisas e ensaios para avaliar o comportamento dos equipamentos em diferentes ambientes, além de participar das comissões que elaboram as normas e regulamentos relativos ao tema”, acrescenta Alessandra.

 

Os ensaios no protótipo realizados até o momento no Cepel foram conduzidos por Alessandra e pelo técnico Willians Felippe, seguindo as normas ABNT NBR IEC CISPR 11 - Equipamentos Industriais, Científicos e Médicos — Características das perturbações de radiofrequência — Limites e métodos de medição e IEC 61000-3-2 - Electromagnetic compatibility (EMC) – Part 3-2: Limits – Limits for harmonic current emissions (equipment input current ≤ 16 A per phase).

 

Estes ensaios devem prosseguir com o protótipo do ventilador pulmonar mecânico em desenvolvimento na Coppe/UFRJ e serão realizados também na versão final do equipamento.

 

Para mais detalhes sobre o projeto do ventilador pulmonar mecânico em desenvolvimento no Laboratório de Engenharia Pulmonar e Cardiovascular da Coppe/UFRJ, clique aqui.