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Aço patinável galvanizado: uma tecnologia promissora para aumentar a vida útil de ativos do setor elétrico

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Aço patinável galvanizado: uma tecnologia promissora para aumentar a vida útil de ativos do setor elétrico

05-11-2020

Em comparação ao aço carbono, os aços galvanizados por imersão a quente têm uma camada mais espessa quando o substrato é aço patinável. A partir de técnicas eletroquímicas, comprovou-se que o comportamento anticorrosivo para ambos os materiais galvanizados é semelhante. Estas foram algumas das conclusões da pesquisa experimental realizada no Laboratório do Cepel sobre o tema e apresentadas na palestra técnica online “Propriedades anticorrosivas do aço patinável galvanizado por imersão a quente em exposição atmosférica”, realizada pelo MS Teams, no final de outubro.


Moderado pelo pesquisador Alberto Ordine, responsável pelo Laboratório de Corrosão do Cepel, o evento contou com 81 participantes e foi apresentado por Lucas Carvalho Santana, mestrando do Centro pela Escola de Química da UFRJ. Lucas está há 10 meses no Laboratório de Corrosão do Cepel, e o estudo realizado tem a ver com a dissertação que desenvolve. "O que nós buscamos nesse projeto de mestrado que estamos desenvolvendo, é criar modelos empíricos de vida útil do aço carbono e aço patinável galvanizados em condições atmosféricas e de imersão".


Lucas explica que a galvanização do aço patinável vem ocorrendo cada vez mais frequentemente no setor elétrico brasileiro, em virtude das características protetoras do aço carbono galvanizado e do aço patinável. Este último material é notadamente conhecido por apresentar reduzida velocidade de corrosão, devido à formação de uma camada superficial de proteção, sob efeito de agentes de intemperismo natural. Assim, estruturas do setor elétrico, como torres compactas e monotubulares para linhas de transmissão, têm sido fabricadas em aço patinável galvanizado.


A pesquisa experimental realizada pelo Cepel visou justamente avaliar o comportamento das estruturas após corrosão da camada de galvanização e exposição da superfície de aço patinável a agentes atmosféricos. Para tanto, corpos de prova de aço patinável galvanizado foram submetidos a um processo de decapagem, de forma controlada, simulando o consumo da camada de galvanização. Foram realizados ensaios eletroquímicos e acelerados de corrosão.


Outras conclusões


De acordo com Lucas, em relação aos substratos, os ensaios eletroquímicos também apontaram propriedades anticorrosivas semelhantes para o aço patinável convencional e para o aço patinável que teve sua camada de zinco removida. Além disso, os ensaios de corrosão revelaram que, uma vez consumida esta camada, o desempenho anticorrosivo tende a ser o mesmo do aço patinável original.


“Dadas as condições adequadas para a formação da pátina, a taxa de corrosão do aço patinável é consideravelmente menor do que a do aço carbono. Portanto, como a galvanização não compromete a formação da pátina, esta abordagem é valida para fornecer uma proteção adicional ao substrato, após o consumo do revestimento de zinco”, ressalta Lucas, acrescentando que esta prática pode aumentar ainda mais a vida útil de estruturas que empregam aço patinável galvanizado como material estrutural.


Os resultados experimentais a respeito do tema foram publicados, na edição de setembro de 2020, da revista técnica Materials Sciences and Applications.


Clique aqui para assistir à íntegra da palestra.


Clique aqui para acessar o artigo publicado