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Sistema IGS Ambiental completa uma década como ferramenta oficial de gestão ambiental das empresas Eletrobras

21-05-2018

Desenvolvido há 10 anos pela equipe de pesquisadores do Departamento de Otimização Energética e Meio Ambiente do Cepel, o Sistema IGS-Ambiental é utilizado por todas as empresas Eletrobras para a gestão dos indicadores de sustentabilidade. Indicadores estes que irão compor os Relatórios Anuais de Sustentabilidade e o Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa destas empresas. Atualmente, são 740 usuários do sistema em todo o Grupo.


Totalmente customizado, o IGS-Ambiental foi elaborado pelo Cepel para a Eletrobras no âmbito do projeto IGS (Indicadores para Gestão da Sustentabilidade Empresarial das Empresas Eletrobras). “Tudo dentro do sistema – indicadores, funcionalidades, relatórios de gestão – é discutido com a área de Meio Ambiente da holding e também com o grupo de gestão ambiental GT 7, instituído pelo Comitê de Meio Ambiente da Eletrobras”, afirma a pesquisadora Katia Garcia, coordenadora do Comitê de Sustentabilidade do Cepel.


De acordo com a geógrafa da Eletrobras Daniella Feteira Soares, coordenadora do GT 7, o Sistema IGS, a Política Ambiental das Empresas Eletrobras e o Comitê de Meio Ambiente das Empresas Eletrobras (SCMA) compõem os pilares do Sistema de Gestão Ambiental do Grupo. “A carta circular CTA PR 607/2017, emitida pela Presidência da holding, corroborou a importância do IGS para acompanhamento das metas estipuladas no Plano de Desenvolvimento, Negócio e Gestão - o PDNG. Trata-se de mais um passo na concretização do IGS como ferramenta de gestão ambiental nas empresas Eletrobras, que teve como primeiro marco a carta circular CTA PR 13311/2010, emitida também pela Presidência da holding”, complementa Daniella.


Diferenciais do sistema


Daniella destaca que, além de ser uma importante ferramenta de auxílio às empresas na sua gestão ambiental, o sistema lhes permite informar aos públicos de interesse seu desempenho ambiental por meio de variáveis e indicadores parametrizáveis e rastreáveis. ”Tais funcionalidades conferem ao IGS uma série de diferenciais, dentre os quais destacamos a possibilidade de que dados de empresas com atividades distintas, mas que geram impactos semelhantes, sejam reportados de forma consolidada”.


Controle, rastreabilidade e confiabilidade estão entre as demais vantagens do sistema. O IGS Ambiental permite sistematizar os dados coletados e monitorá-los. Uma cadeia de homologação assegura a confiabilidade das informações disponibilizadas, possibilitando identificar sua origem e, se necessário, tomar ações corretivas. O sistema traz ainda segurança de informação, pois é todo criptografado.
Katia explica como é o processo: “Dentre outras questões, pesquisamos o que é importante monitorar e como monitorar. A partir daí, montamos os protocolos e os levamos para os membros do GT 7 discuti-los e disseminá-los junto aos especialistas de suas empresas. Só então, fechamos um modelo de protocolo acordado com todas as partes e inserimos no IGS”.


Os indicadores mensurados pelo IGS-Ambiental distribuem-se em seis temas principais: Água, Energia, Biodiversidade, Riscos de Acidentes Ambientais, Resíduos e Ações Voluntárias. Há indicadores específicos para quase todos os eixos de atuação da Eletrobras - geração hidrelétrica, geração térmica e nuclear, transmissão, energia eólica, distribuição e atividades administrativas. Atualmente, a equipe de desenvolvedores está envolvida na elaboração de indicadores relativos à energia solar.


Além de Katia Garcia, integram a equipe do IGS Ambiental os pesquisadores Denise Ferreira Matos, Luciana Rocha Leal da Paz, Alexandre Mollica, André Quadros e o analista de sistemas da PUC-Rio Fábio Lares.


IGS 2.0


A inclusão dos indicadores para energia solar faz parte da reformulação do IGS Ambiental, que vem sendo trabalhada desde o final do ano passado e que integrará o IGS 2.0, como explica Katia Garcia, gerente do Projeto IGS. “No IGS 2.0 estamos utilizando os frameworks de desenvolvimento mais atuais da Microsoft, que estão automaticamente integrados à sua nuvem, oferecendo alta disponibilidade, segurança e confiabilidade dos serviços web e dos dados, a um menor custo para a empresa”. Além disso, a pesquisadora aponta que estão utilizando ferramentas web que tornam o sistema responsivo, permitindo o acesso do usuário em qualquer dispositivo - desde o PC tradicional até o celular de última geração.


“Em termos de modelagem, o sistema poderá ser utilizado para monitorar indicadores de todas as dimensões da sustentabilidade, bem como outros indicadores de desempenho empresarial, como os do PDNG e do CMDE [Contrato de Metas de Desempenho Empresarial]”, assinala o pesquisador André Quadros.


No fim do ano passado, foi lançado um protótipo para fazer testes com as variáveis do PDNG 2018-2022 e do CMDE 2018. Segundo Fábio Lares, o protótipo deve ser apresentado à Eletrobras ainda no primeiro semestre para que estas variáveis sejam, de fato, incorporadas ao sistema e se possa observar seu comportamento. A ideia é migrar todos os dados para a versão 2.0 no final do ano e lançar o IGS 2.0 em 2019.


“A expectativa é de que o advento do IGS 2.0 fortaleça a utilização do sistema nas empresas ao conferir maior flexibilidade aos usuários, sejam eles responsáveis pela inserção dos dados, homologadores ou analistas”, avalia Daniella Feteira Soares. A ideia é permitir a ampliação da cobertura de dados e a incorporação de aspectos e impactos que ainda não são acompanhados pelo sistema, “o que contribuirá para a robustez crescente do processo de estabelecimento de metas para a melhoria do desempenho ambiental e para a otimização dos recursos financeiros e humanos das empresas Eletrobras”.


Treinamento


A equipe de desenvolvedores do IGS Ambiental realiza anualmente treinamentos sobre o sistema. O último foi realizado em meados de abril deste ano, contando com 34 participantes das empresas Eletrobras, Eletronorte, Furnas, Eletronuclear, Itaipu, Distribuição Rondônia e do próprio Cepel.


De acordo com Katia Garcia, cerca de 300 profissionais já participaram do curso. A pesquisadora acrescenta: “Como disponibilizamos o tutorial do curso online no site do IGS, os profissionais que fazem o curso atuam como multiplicadores para disseminação do sistema em suas empresas, possibilitando, assim, o ‘treinamento indireto’ dos outros usuários que não puderam participar presencialmente dos cursos”, acrescenta.


A próxima edição do treinamento está prevista para o fim do ano e já deve abordar o IGS 2.0.