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Histórico

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O  Centro de Pesquisas de Energia Elétrica - Cepel foi criado em 1974, por iniciativa da Eletrobras, tendo como cofundadores Chesf, Furnas, Eletronorte e Eletrosul. Ao longo de sua de trajetória, o Centro vem contribuindo para promoção do desenvolvimento sustentável das empresas Eletrobras, bem como para formação e manutenção de infraestrutura científica e de pesquisa avançada em equipamentos e sistemas elétricos no país.

 

No Brasil, o surgimento de pesquisas tecnológicas no setor de energia elétrica foi tardio. Em sua fase inicial, o desenvolvimento do setor centrou-se na instalação de sistemas locais de pequeno porte e em alguns empreendimentos de maior vulto, promovidos por grupos estrangeiros, que utilizavam equipamentos importados e tecnologia desenvolvida em seus países de origem.  A busca pela autonomia tecnológica no setor de energia elétrica só ocorreu a partir do final da década de 1960, coincidindo com a recuperação econômica que sucedeu à crise do modelo de desenvolvimento substitutivo de importações, verificada nos primeiros anos dessa década.

 

Nessa época, as atividades de pesquisa se restringiam aos institutos eletrotécnicos ligados a universidades e a departamentos de estudos e a pequenos laboratórios de concessionárias de energia elétrica, cujo objetivo principal era solucionar problemas de manutenção de equipamentos e de instrumentos de medição.

 

No entanto, a ampliação da capacidade instalada de energia elétrica no Brasil requeria um tipo de tecnologia que, em certos casos, não estava disponível nos países industrializados. O aproveitamento de fontes energéticas localizadas em regiões cada vez mais distantes das áreas de consumo, a complexidade da operação e do controle de redes de transmissão de energia elétrica - que experimentavam um processo crescente de interligação - e a necessidade de transmitir grandes quantidades de energia por longas distâncias aumentaram o interesse pelo desenvolvimento de alternativas tecnológicas próprias.

 

Com a criação do Cepel, o governo pretendia que as empresas de energia elétrica tivessem acesso a novas tecnologias, adequadas à realidade brasileira, bem como reduzir o pagamento de royalties e patentes a entidades estrangeiras. Mas a recessão econômica no final dos anos 1970 e início da década seguinte reduziu os investimentos das empresas estatais, afetando as atividades de pesquisa no setor elétrico.

 

Este cenário começou a mudar com a Nova República. Em março de 1985, foi criado o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), destinado a conceber e implantar a política científica e tecnológica do país. A partir do final da década de 1990, respondendo a novas necessidades do setor elétrico nacional, o Cepel redobrou esforços para otimização e expansão da utilização sustentável dos recursos hídricos, inclusão da dimensão ambiental nas diversas etapas do planejamento da expansão e operação, conservação de energia e eficiência energética, e para o desenvolvimento de fontes alternativas de energia elétrica.

 

Atualmente, o Cepel está envolvido em diversas iniciativas que visam atender às necessidades futuras do setor de energia elétrica do país. Está implantando o Laboratório de Ultra-Alta Tensão (Lab UAT), que realizará ensaios e pesquisas experimentais de novas tecnologias e configurações de linhas de transmissão e será fundamental na busca por soluções para transmissão de grandes blocos de energia gerados em usinas distantes até os principais centros consumidores.  Acompanhando a tendência mundial de modernização de distribuição de energia, o Cepel está instalando um laboratório para pesquisa experimental e avaliação de soluções para Smart Grid.